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Preços dos alimentos recuam e aliviam IPC de janeiro

Este processo de desaceleração dos preços dos alimentos deve continuar em fevereiro

Célia Froufe, da Agência Estado, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2008 | 13h26

O Grupo Alimentação foi a maior surpresa positiva para a inflação da capital paulista em janeiro, segundo o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Nakane. Ele projetava uma alta de 1,3% para o grupo, mas a elevação efetiva foi um pouco menor, de 1,04% - a mais baixa desde a segunda leitura em novembro de 2007 (0,62%).  Com a colaboração do comportamento dos alimentos, o IPC de janeiro apresentou a quinta desaceleração consecutiva: o índice atingiu o pico na terceira prévia de dezembro (0,90%), diminuiu para 0,82% no fechamento do mês passado e apresentou alta de 0,81% na primeira apuração deste ano. Nakane destacou que todos os grupos que compõem o IPC mostraram desaceleração no fechamento de janeiro em relação à terceira prévia do mesmo mês. "O único patinho feio foi o Grupo Educação, mas sua alta ocorreu por motivos claros, como o início do ano letivo e o reajuste das mensalidades. Para se ter uma idéia, Educação subiu 4,39% ao final do mês passado ante uma elevação de 2,96% da pesquisa anterior", afirmou. Este processo de desaceleração dos preços dos alimentos deve continuar em fevereiro, segundo Nakane. Ele projeta uma alta de 0,30% para este mês. Se sua previsão for confirmada, esta será a menor taxa mensal desde outubro de 2007, quando ficou em 0,08%. Para o ano, ele mantém a expectativa de que o IPC-Fipe encerre em 4,00%. Produtos Nakane avalia que a maior alta este mês deverá vir do Grupo Transportes. Ele calculou uma taxa de 0,86% para o período, entre outros motivos, porque acredita em um reajuste do preço do bilhete de Metrô de 4,20%. Se isso for confirmado, o impacto no IPC será de 0,03 ponto porcentual. "O Grupo Transportes poderá ficar na contramão dos demais conjuntos de preço que compõem o IPC", previu.

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