Preços globais de alimentos ficam estáveis, mas ainda altos--Banco Mundial

Os preços globais de alimentos permaneceram estáveis, ainda que perto dos níveis recordes de 2008, afirmou o Banco Mundial na noite de quinta-feira, ao alertar que uma "nova norma" de alimentos mais caros está ameaçando elevar a fome e desnutrição nas regiões mais pobres.

LESLEY WROUGHTON, Reuters

30 de novembro de 2012 | 06h56

Em atualização de seu relatório trimestral "Observador de Preços de Alimentos", o Banco Mundial disse que a ausência de "políticas de pânico", como restrição a exportação de alimentos, ajudaram a estabilizar os preços de commodities desde os picos de julho.

"Mesmo que o mundo pareça ter evitado uma crise dos preços globais de alimentos, um crescente senso de que uma 'nova norma' de preços altos e voláteis parece ter se consolidado", disse o Banco Mundial. "O mundo não pode sustentar, acostumar-se ou ser complacente com altos e voláteis preços."

O índice de preços do Banco Mundial mostra que apesar de os preços terem se estabilizado, eles estão 7 por cento maiores do que um ano atrás.

Em particular, os preços de grãos subiram 12 por cento ante um ano atrás e perto do máxima de todos os tempos atingida durante a crise global nos preços de alimentos em 2008, quando protestos emergiram na Ásia e África.

As piores secas em mais de meio século no cinturão de milho dos Estados Unidos e na cesta de alimentos em regiões do Mar Negro puxaram os preços globais de trigo e milho, em um período em que a economia mundial vem desacelerando e a Europa está mergulhada na crise de dívida.

O Banco Mundial recomenda a governos que fortaleçam redes de segurança alimentar para os mais pobres e assegure que a nutrição seja incorporada na ajuda concedida às famílias pobres.

"Opções de mais recursos, dados melhores e políticas seguras continuam sendo necessárias para acabar com a fome para as 870 milhões de pessoas famintas no mundo", disse o Banco Mundial.

Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial para Redução da Pobreza e Gestão Econômica, também pediu aos países que reforcem investimentos e agricultura para elevar a produção de alimentos, o que ajudaria a reduzir os preços.

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