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Preços no atacado são maior preocupação do governo, diz BC

Segundo diretor de Política Monetária do Banco Central, maior capacidade de importação pode reduzir preços

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

19 de junho de 2008 | 13h53

O Brasil tem desafios inflacionários, bem como outros países no mundo atualmente, observou nesta quinta-feira, 19, o diretor do Banco Central para Política Monetária, Mário Torós. No País, "uma questão de preocupação para nós é que os preços no atacado estão crescendo em ritmo muito rápido", afirmou para investidores, em Nova York. Veja também:Inflação precisa de uma força-tarefa do governoA inflação e a estratégia para 2010Preço do petróleo em altaEntenda a crise dos alimentos  Entenda os principais índices de inflação   O diretor destaca a maior capacidade do Brasil para importar como item importante tanto para o ciclo de crescimento, que o Brasil tem experimentado em quatro anos, como também para reduzir a pressão de inflação que o País enfrenta em comparação com o que acontecia no passado. "Maior capacidade para importar se reflete também em inflação sob controle e maior crescimento econômico", argumenta. "O País tem crescido em bases consistentes por 24 trimestres seguidos. Temos muito menos volatilidade no crescimento, o que é bom", acrescentou. Com relação aos desafios na arena da inflação, além do avanço dos preços de commodities, o diretor do BC cita o avanço da demanda. "Sabemos que demanda no Brasil tem sido muito forte". Ele falou também sobre a deterioração das expectativas de inflação para o ano corrente, mas ponderou que as expectativas para 2009 estão "razoavelmente bem ancoradas" e "menos voláteis". A demanda, acrescenta Torós, está crescendo também pelo crescimento do emprego, da renda real e do crédito para pessoas físicas. Investimento Sobre o investimento, o diretor do BC acrescenta que há um novo ciclo no Brasil. "Estamos evitando ciclo errático de investimento. Este é um ciclo muito mais consistente", disse, ressalvando que o investimento ainda está em 18% do PIB, "o que é uma taxa baixa até mesmo para padrões da América Latina". Segundo Torós, uma razão possível para explicar os motivos pelos quais a inflação no Brasil está mais baixa que em outros emergentes - 5,5% no Brasil em comparação com 8% em outras economias emergentes - é que o item alimentos não é dominante no IPCA, representando cerca de 21% do índice.  Torós disse também que o País continua a ter a balança de pagamentos em "muito bom estado". O fluxo de capital continua muito forte, o que significa que não foi afetado pela crise. "Talvez não tenhamos o mesmo nível de fluxos que em 2007, mas estamos em muito bom estado", completou. Um dos efeitos dos baixos juros globais, ponderou, é apreciação da moeda. Sobre controle de entrada de capital, o diretor do BC observou que nos últimos anos tem havido diminuição de controle. "A conta corrente é bastante aberta. A conta de capital ainda tem alguns controles, mas muito menos do que houve no passado", observou.

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