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Preços no atacado sobem nos EUA; construção acelera

O núcleo dos preços no atacado dos Estados Unidos teve a maior alta em mais de dois anos, indicando um aumento das pressões inflacionárias em meio à aceleração da retomada econômica, algo possivelmente perturbador para o Federal Reserve.

REUTERS

16 de fevereiro de 2011 | 14h04

Outro relatório, do Fed, mostrou que a produção industrial norte-americana surpreendeu e caiu em janeiro, com o retorno a temperaturas normais de inverno após um dezembro gelado causando forte queda na produção de serviços básicos.

O núcleo dos preços no atacado, que exclui alimentos e energia, subiu 0,5 por cento, a maior alta desde outubro de 2008, informou o Departamento de Trabalho nesta quarta-feira.

A alta, que excedeu as expectativas de 0,2 por cento, reflete a disparada dos preços de produtos farmacêuticos, que representou 40 por cento da inflação.

Segundo previsões, o governo dos EUA deve informar, na quinta-feira, que o núcleo dos preços ao consumidor subiu 0,1 por cento em janeiro sobre dezembro. A inflação em geral deve ficar em 0,3 por cento, após 0,5 por cento em dezembro.

A produção industrial caiu 0,1 por cento em janeiro. Em dezembro, a produção subiu 1,2 por cento, induzida pelo clima frio, que aumentou a demanda por aquecimento.

É o primeiro declínio da produção desde junho de 2009, e o resultado ficou bem abaixo do acréscimo de 0,5 por cento previsto em uma pesquisa da Reuters com economistas. O ganho da produção em dezembro fora estimado em 0,8 por cento na leitura inicial.

A produção de serviços básicos caiu 1,6 por cento em janeiro, após um avanço de 4,1 por cento em dezembro, enquanto a mineração recuou 0,7 por cento. A produção manufatureira cresceu apenas 0,3 por cento, após ganho de 0,9 por cento em dezembro.

CONSTRUÇÃO AVANÇA

O Departamento de Comércio informou que o início de construção nos EUA aumentou 14,6 por cento em janeiro, para a taxa anual de 596 mil unidades com ajustes sazonais, o maior nível desde setembro. A taxa de dezembro foi revisada para 520 mil unidades, ante leitura preliminar de 530 mil.

Economistas consultados pela Reuters previam uma alta para 554 mil unidades. Ante janeiro do ano passado, a construção residencial caiu 2,6 por cento.

O número de alvarás caiu 10,4 por cento, para uma taxa de 562 mil, revertendo parcialmente a alta de 15,3 por cento registrada em dezembro.

Os alvarás foram pressionados pela queda de 23,8 por cento no segmento de casas para mais de uma família. Os alvarás para o segmento de casas para uma só família caíram 4,8 por cento.

Analistas esperavam que o número de alvarás caísse a 560 mil unidades em janeiro.

A construção no mês passado foi impulsionada pela disparada de 77,7 por cento no volátil segmento de residências para mais de uma família. A construção de moradias para uma só família caiu 1 por cento.

A recuperação do mercado imobiliário norte-americano está sendo atrapalhada pelo excesso de oferta de casas, que deprime os preços. O desemprego elevado também significa que o setor, que esteve no epicentro da pior recessão desde os anos 1930, terá dificuldades mesmo com a força maior da economia em geral.

Uma pesquisa independente mostrou na terça-feira que a confiança das construtoras nos EUA se aproximou de mínimas históricas em fevereiro.

O término de construção de moradias caiu 9,5 por cento, para a mínima recorde de 512 mil unidades.

(Reportagem de Lucia Mutikani, David Lawder e Mark Felsenthal em Washington)

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