Preços no varejo em SP sobem 0,90%

Os preços cobrados pela rede varejista da Região Metropolitana de São Paulo subiram, em média, 0,90% na primeira quadrissemana de agosto, segundo o Índice de Preços ao Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado (Fecomercio-SP). Isso significa que a inflação do varejo se acelerou em 0,04 ponto porcentual na média das últimas quatro semanas comparativamente às quatro semanas imediatamente anteriores, que coincidiram com o fechamento de julho, quando o IPV mostrou uma variação de 0,86%.A maior alta entre os grupos que compõem o IPV veio do segmento dos Bens Duráveis, com uma variação de 1,58%, mas abaixo da taxa de 2,06% no encerramento do mês passado. Segundo o economista Fábio Pina, assessor da Fecomercio, a boa notícia deste segmento é a acomodaçào dos preços. A pressão de alta que preocupa o economista da Fecomercio foi exercida pelos produtos alimentícios, com alta de 1,72% - no mês passado foi de 1,54%. "Isto me preocupa porque não é um indicador de que as pessoas passaram a comer mais porque estão ficando mais ricas. Tem um pouco mais de demanda sim, mas há também uma pressão de custo por causa, principalmente, da entressafra de alguns produtos, como carnes e alguns hortifrutigranjeiros", diz Fábio Pina, acrescentando ainda a importância dos alimentos no orçamento familiar.O grupo dos bens não-duráveis mostrou um aumento médio de 1,42% na primeira parcial de agosto do IPV. No fechamento de julho, este mesmo grupo havia mostrado uma variação de 1,27%.Sinais da economiaJá os preços dos materiais de construção subiram, em média, 1,07% na primeira quadrissemana de agosto. Foi a terceira maior alta nominal dentro do índice. Em agosto, o setor fechou com uma deflação de 0,42%.Para o economista e assessor da entidade, Fábio Pina, esta relativa disparada nos preços dos materiais de construção é um bom indicador de que a melhora da renda já está atingido o "construtor formiguinha", aquele que faz uma reforma ou amplia suas moradias nos finais de semana e feriados.PerspectivasTomando como base a variação de 0,90% do Índice de agosto, Fábio Pina projeta uma alta entre 0,80% e 1% para o índice no fechamento de agosto. Para o encerramento do ano, Pina prevê uma taxa entre 8% e 8,5%, mas a consolidação desta previsão, ele faz questão de ressaltar, vai depender muito de que o governo vai fazer no mercado interno em função da alta forte do preço internacional do petróleo.

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