Preços no varejo paulistano têm menor alta desde 1998

A inflação do varejo na cidade de São Paulo encerrou o ano de 2006 com alta de 1,71% no âmbito da taxa acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), ante elevação de 4,08% no mesmo indicador, em 2005. Segundo o vice-diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Vagner Ardeo, foi o menor índice de elevação de preços, na cidade, desde 1998, quando os preços do varejo na cidade subiram 0,80%."Houve muitos fatores favoráveis este ano (2006)", afirmou, lembrando que os preços baixos no setor de alimentação ajudaram no resultado. Os preços desse grupo encerraram o ano com queda de 0,32% no âmbito do IPC-S. Além disso, ele considerou que o comportamento das tarifas públicas, com exceção das relacionadas ao setor de transportes, também ajudaram a derrubar a inflação do varejo na cidade.Última semana do anoSegundo Ardeo, o setor de transportes foi o grande responsável pela aceleração de preços na cidade, na análise por quadrissemanas, entre o IPC-S de até 22 de dezembro de 2006 para o índice de até 31 de dezembro - cuja taxa de elevação passou de 0,79% para 1,02%. De acordo com o economista, foi a maior taxa para uma quadrissemana desde a segunda semana de abril, quando o IPC-S subiu 1,12%. Isso porque a elevação nos preços de Transportes passou de 4,64% para 5,96% no período; o setor foi pressionado por recentes reajustes nos preços de transporte urbano na cidade, realizados em dezembro do ano passado."Mas o próximo IPC-S (que será referente à quadrissemana encerrada em 7 de janeiro) com certeza vai desacelerar", afirmou, explicando que já passou o auge do impacto, na inflação, dos aumentos nos preços de transporte urbano.De acordo com a fundação, das sete capitais pesquisadas, cinco registraram aceleração ou deflação mais fraca de preços na passagem do IPC-S de 22 de dezembro para 31 de dezembro. Além de São Paulo, é o caso de Belo Horizonte (de 0,22% para 0,25%); Brasília (de 0,22% para 0,26%); Recife (de -0,19% para -0,11%); e Rio de Janeiro (de 0,37% para 0,63%). As outras duas capitais restantes apresentaram desaceleração de preços, no mesmo período, como Porto Alegre (de 0,20% para 0,11%); e Salvador (de 0,19% para 0,17%).Rio de JaneiroNo Rio de Janeiro, a taxa acumulada do IPC-S em 2006 encerrou o ano com alta de 2,16%, inferior à elevação de 5,80% referente ao de 2005. De acordo com o economista da FGV, André Braz, foi o menor patamar de elevação de preços na cidade, no varejo, desde o início do Plano Real em 1994. Ele considerou que houve um comportamento favorável nos preços dos alimentos na cidade, em 2006 - o setor encerrou o ano passado com queda de preços de 1,28%.Matéria alterada às 13h11 para acréscimo de informações

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