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Preços no varejo registram maior alta do ano, aponta Fecomercio

O Índice de Preços no Varejo (IPV) calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) registrou alta de 1,68% na segunda quadrissemana de junho, a maior variação em uma prévia em 12 meses. O resultado divulgado hoje pela Fecomercio ficou bem próximo ao do fechamento do índice em janeiro, de 1,67%, até então o mais elevado IPV de 2004. Desde o início do ano, o índice já registra alta de 4,56% e, em 12 meses, de 5,95%.O grande vilão da retomada de alta da inflação foi o segmento Vestuário (6,08%). Em junho de 2003, o mesmo subgrupo havia registrado avanço de 4,08%, 2 pontos porcentuais abaixo do resultado da segunda quadrissemana deste mês. "Depois de pelo menos cinco anos de invernos frustrados, temos agora o frio, que chegou mais cedo e mais forte", observou o assessor econômico da Federação, Oiram Corrêa. Isto, de acordo com ele, faz com que a baixa temperatura registrada recentemente eleve o volume de venda de roupas e, conseqüentemente, seja o principal responsável pelo avanço da inflação neste setor.Vestuário e comércio automotivoVestuário é um dos componentes do grupo Semiduráveis, que apresentou maior alta (4%) no IPV no período. O segmento Calçados, também localizado dentro de Semiduráveis, ficou praticamente estável (0,54%) e Tecidos registrou leve deflação (-0,15%) no período. No ano, o grupo acumula ganho de 4,67% e, em 12 meses, de 3,10%.Comércio de Automotivos foi o segundo grupo que mais avançou na segunda semana deste mês. O índice quadrissemanal ficou em 2,07%, com alta significativa dos preços de Autopeças (8,81%) e elevação menor de Veículos Novos (0,94%).Desde o início de 2004, o grupo registra alta de 8,31% e, em 12 meses, de 9,15%. Quando o segmento Autopeças é isolado, é possível verificar que se trata do maior aumento de preços em um subgrupo em 12 meses (25,29%) e também um dos maiores no acumulado do ano (18,92%).O grupo Materiais de Construção subiu 1,71% no período e o de Não-Duráveis, 1,47%. Este último teve influência de alta de todos os seus componentes: produtos alimentícios (1,49%), produtos de higiene (1,44%), produtos farmacêuticos (1,24%) e produtos de limpeza doméstica (0,79%).Única deflaçãoO único grupo do índice calculado pela Fecomercio que registrou deflação foi Duráveis (-1,20%). Isto ocorreu com a colaboração negativa dos subgrupos Eletrodomésticos (-1,45%) e de Móveis e Decoração (-0,73%).

Agencia Estado,

16 de junho de 2004 | 15h09

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