Preços nos supermercados devem subir 0,5% em abril

Os preços de itens de alimentação, limpeza e higiene - basicamente os formadores da cesta básica - deverão ter um reajuste médio de 0,5% nos supermercados em abril, segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sussumu Honda. De acordo com Honda, o índice, que foi de 1% em março e chegou a 1,5% nos meses anteriores de 2003, deve se estabilizar e até mesmo cair até o final do ano, em virtude do controle da inflação por meio das medidas tomadas pelo governo federal. Honda esteve ontem à noite em Ribeirão Preto para o lançamento da 19ª edição da Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Equipamentos, Produtos e Serviços, que acontece entre 26 e 29 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo. Só em São Paulo, o setor faturou, em 2002, R$ 32 bilhões e faturar R$ 34 bilhões neste ano. No Brasil, o faturamento, que foi de 80 bilhões no ano passado, deve chegar aos R$ 85 bilhões em 2003.Inflação no setor ficará abaixo de 1 dígitoSussumu Honda afirmou que a tendência de queda nos índices de reajustes dos preços nos supermercados deve fazer com que a inflação de 2003 no setor seja de um dígito, mas próximo aos dez pontos percentuais. "A tendência é de que haja um controle cada vez maior na inflação. Não vão ser os 8,5% previstos inicialmente pelo governo, mas com certeza a inflação não atingirá também os 12,5% previstos agora", disse Honda. Segundo dados do setor, a inflação de 2002 nos supermercados foi de 20,53%, graças à disparada nos preços ocorrida entre setembro e dezembro do ano passado. "De janeiro a agosto de 2002 houve um aumento de apenas 4,5%. Mas a turbulência política e econômica no final do ano fez com que os reajustes disparassem", disse Honda. Ainda segundo ele, os preços de produtos com forte influência do dólar - como açúcar, óleo de soja, trigo e arroz - devem cair em virtude do recuo no valor da moeda americana. ?Governo tem pé no chão e projeto na cabeça?Em uma análise sobre os 100 dias de governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sussumu Honda, admitiu que o setor supermercadista tinha "muito receito" em relação ao governo do PT e a Lula no início do ano. Mas as medidas tomadas na área econômica, consideradas fortes por ele, e ainda a fuga do discurso anterior do partido fizeram com que o PT e o presidente ganhassem credibilidade. "Nós tínhamos motivos fortes para nos preocupar, já que não sabíamos quais medidas econômicas seriam tomadas. Mas o governo surpreendeu, tomou até mesmo medidas impopulares e provou que tem o pé no chão e um projeto na cabeça. E é um projeto a longo prazo, o que prova que o presidente não está sendo populista como previam", completou Honda.Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e a área econômicaVeja o balanço dos 100 dias do governo Lula

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