Preços para baixa renda sobem menos em agosto, indica FGV

Desacelerações em categorias como vestuário e saúde fazem IPC-C1 subir 0,20%, após alta de 0,24% em julho

Alessandra Saraiva , Agência Estado

10 de setembro de 2009 | 08h37

A inflação do varejo para famílias de baixa renda recuou em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) teve alta de 0,20% no mês passado, após avançar 0,24% em julho. O índice é usado para medir o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.

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O desempenho de agosto do indicador foi igual ao apurado pelo Índice de Preços ao Consumidor de Brasil (IPC-BR), que mede o impacto da inflação entre famílias mais abastadas, com ganhos mensais entre 1 e 33 salários mínimos, e que também subiu 0,20% no mesmo mês.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com esse resultado de agosto o IPC-C1 acumula altas de 3,44% no ano; e de 4,51% em 12 meses. Já o IPC-BR acumula altas de 3,22% no ano e 4,73% em 12 meses.

Em agosto, as maiores contribuições para a taxa de elevação de preços menos intensa mensurada pelo IPC-C1 foram originadas de altas menores e quedas de preços em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice.

É o caso de Alimentação (de 0,02% para 0,01%); Vestuário (de 0,04% para -0,84%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,23% para -0,34%); Despesas Diversas (de 0,20% para -0,19%); e Transportes (de 0,02% para 0,01%).

As duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração ou fim de queda de preços. É o caso de Habitação (de 0,77% para 0,99%) e de Educação, Leitura e Recreação (de -0,09% para 0,03%). Às 11h, a FGV concede coletiva de imprensa sobre o índice, em sua sede no Rio.

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