Preços sobem menos nos EUA; número de obras cresce muito

Os preços aos consumidores norte-americanos aumentaram em um ritmo mais lento no mês passado, com os preços do petróleo ficando mais moderados após a invasão bem-sucedida dos Estados Unidos no Iraque. O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços aos consumidores (CPI, na sigla em inglês) desacelerou a alta para 0,3% em março, de 0,6% em fevereiro, quando havia registrado a maior variação em dois anos. A desaceleração foi atribuída, principalmente, ao preços mais moderados de itens relacionados ao grupo energia. O núcleo do CPI, que elimina a variação de preços de alimentos e energia, ficou inalterado pela primeira vez em quatro anos. Os números ficaram abaixo das estimativas dos analistas. A previsão média de 21 economistas ouvidos em pesquisa Dow Jones/CNBC era que o CPI subisse 0,4% em março e o núcleo do índice, 0,2%. O relatório validou a visão do Federal Reserve de que os sinais recentes de inflação eram decorrentes, principalmente, das incertezas sobre a guerra no Iraque. O departamento atribuiu 90% do aumento do CPI ao item energia. Os preços da energia subiram 4,6% em março, abaixo da alta de 5,9% em fevereiro. Os preços da gasolina registraram aumento de 4,1%, menos da metade do percentual de alta de fevereiro. Número de novas obras cresce O número de novas obras residenciais nos Estados Unidos saltou 8,3% em março, para uma média anualizada ajustada sazonalmente de 1,78 millhão. A variação porcentual mensal foi a maior desde setembro do ano passado, segundo o Departamento de Comércio do país. O aumento se segue a uma queda revisada de 10,4% em fevereiro, para uma média anual de 1,644 milhão. O crescimento em março foi mais alto que o previsto por analistas. Economistas consultados numa pesquisa da Dow Jones-CNBC previam um aumento de 4,8%, para uma média anual de 1,7 milhão. O setor de habitação dos EUA tem permanecido forte nos últimos anos, resistindo à recessão econômica recente e desafiando as expectativas dos analistas. Entretanto, muitos economistas acreditam que o setor já tenha atingido o topo e que esse mercado deverá desacelerar este ano. As taxas de juros deverão subir caso a economia dos EUA melhore este ano. Mas, até agora, os juros continuam em níveis baixos recordes, dando espaço para o crescimento do setor de habitação. Mas os dados de março indicam que as permissões para construção, um indicador futuro da atividade, caiu 7% no mês, para uma média anualizada de 1,685 milhão. A queda foi maior que a prevista; economistas consultados pela Dow Jones haviam estimado declínio de 5,3%. As informações são da agência Dow Jones.

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