Prédio do Mappin na JK será vendido

Edifício deve ir a leilão entre março e abril deste ano

Josette Goulart, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2017 | 05h00

Correções: 09/01/2017 | 14h08

O edifício na Avenida Juscelino Kubitschek, famoso por abrigar uma unidade do Mappin que chegou a registrar o maior sucesso de vendas para uma loja de varejo no mundo, vai finalmente à leilão, depois de quase 18 anos. 

A massa falida do Mappin é dona de 30% do empreendimento, que hoje abriga uma loja do Supermercado Extra. Essa participação foi avaliada em R$ 130 milhões, segundo o síndico da massa falida, Nelson Carmona. 

O prédio está pronto para ir à leilão entre março e abril deste ano. Os outros 70% pertencem à Gazit Brasil, empresa que administra shopping centers. 

Os recursos arrecadados serão direcionados aos credores, mas a divisão ainda pode demorar. A falência do Mappin teve mais de cinco mil pedidos de habilitação de credores na massa falida. Nas idas e vindas do processo, os pedidos de homologação foram para o arquivo geral do cartório da 18.ª Vara Cível de São Paulo, por falta de espaço. No ano passado, Carmona disse que esses arquivos começaram a voltar, mas ainda faltam 1,2 mil processos. 

Até agora foram pagos cerca de 80% dos credores trabalhistas e ainda tem R$ 100 milhões em caixa. Depois da trabalhista, a prioridade é a dívida fiscal, que deve consumir tudo o que está estimado ser arrecadado pela massa falida.

Correções
09/01/2017 | 14h08

O texto anterior informava erroneamente que 70% do prédio pertence aos fundos de pensão. Essa participação foi vendida e atualmente pertence à Gazit Brasil. 

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