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Prefeito de Caracas pede veto à Venezuela no Mercosul

O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, enviou carta ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), na qual pede que o Brasil vete a entrada da Venezuela no Mercosul. Com data de 11 de maio, o documento foi distribuído pela assessoria de Sarney. Nela, Ledezma disse que o presidente de seu país, Hugo Chávez, deu "um golpe de Estado contra a Constituição", ao impedir as atividades da oposição e ao governar de forma cada vez mais autoritária, o que - de acordo com o prefeito - contraria os princípios que devem reger os países filiados ao Mercosul.

ROSA COSTA, Agencia Estado

26 de maio de 2009 | 19h13

"Seria muito grave abrir o Mercosul a um presidente cujas ações demonstram uma escalada autoritária e que não defende os princípios do mercado e de integração dos países", afirmou o prefeito. Ele disse ainda que Chávez "insultou" o Senado brasileiro quando chamou seus integrantes que não se aliam com as suas posições de "papagaios do império americano". Ledezma pediu a Sarney que, ao examinar a proposta de integração da Venezuela - já aprovado na Câmara dos Deputados - o Senado "exija" o cumprimento dos acordos internacionais em prol da democracia, do pluralismo e da liberdade.

A assessoria informou que Sarney evitou tomar uma posição na resposta que deu ao prefeito, para evitar que esta venha a ser confundida com a decisão do Senado, no futuro. Mas, no discurso que fez em outubro de 2007, Sarney foi enfático ao se opor à política de Chávez e a sua entrada no bloco, sob a alegação de que o presidente venezuelano é "um perigo para os demais países da América Latina". O senador lembrou, na ocasião, que quando da criação do Mercosul, ele, que era presidente da República, jurou com seus colegas presidentes que "só aceitariam o ingresso de países que fossem democratas".

Relatado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul tramita na Comissão de Relações Exteriores do Senado há seis meses. Tasso disse que apresentará seu parecer logo que forem concluídas as audiências públicas na comissão e, sobretudo, quando receber do Itamaraty o relatório final dos acordos feitos entre os governos brasileiro e venezuelano. Segundo ele, o trabalho se encerrou dia 16 último, mas até agora o Itamaraty não se manifestou. "Daí porque até agora não sabemos o que a Venezuela aceitará ou não, no caso de ser aceita no Mercosul", explicou.

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