Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Prefeitura de SP autoriza redução de frota de ônibus em meio à greve dos caminhoneiros

Secretário de Transportes admitiu que a situação é crítica; entre 10 e 17 horas, linhas poderão circular com 40% da frota

Ana Paula Niederauer e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 09h33

SÃO PAULO -  Apesar da frota de ônibus ter circulado normalmente na manhã desta quinta-feira, 24, a Prefeitura anunciou há pouco que autorizou as empresas de ônibus a rodarem com apenas 40% dos veículos no horário de entrepico (das 10 às 17 horas).

O secretário municipal de Mobilidade e Transporte João Octaviano Machado Neto admitiu ao Estado que, se não houver acordo dos caminhoneiros com o governo, a situação pode ficar extremamente crítica no fim da tarde e pode faltar combustível para os ônibus rodarem na sexta-feira.

A paralisação promovida pelos caminhoneiros suspendeu a chegada de óleo diesel nas garagens de ônibus de São Paulo. Entre o fim da manhã e o início da tarde, o Estado percorreu terminais de ônibus da zona sul da cidade, tais como Capelinha, Santo Amaro e Guarapiranga, nos quais havia relatos de redução na frota.  

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Na noite de quarta-feira as empresas conseguiram comprar combustível para operar nesta manhã. O secretário classificou a situação como "absolutamente aguda" e disse que os paulistanos devem ter cautela, bom senso e serenidade. " A exacerbação dos ânimos não vai ajudar ninguém. Vamos torcer para que entrem em acordo", disse João Octaviano.

O rodízio para veículos de passeio está suspenso nesta quinta-feira, mas a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF) estão mantidas. O serviço de Zona Azul funciona normalmente, de acordo com os horários das placas. Os corredores e faixas de ônibus continuam funcionando normalmente com as devidas restrições.

+++ Perguntas e respostas sobre a manifestação dos caminhoneiros

Segundo o João Octaviano, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Transporte (SPTrans) estão nos corredores de ônibus e em pontos estratégicos da cidade para orientar os passageiros e motoristas sobre as mudanças.

Ele ainda afirmou que a SPTrans está em constantes reuniões avaliando e estudando estratégias para garantir o transporte na tarde desta quinta-feira. "Se não tivermos combustível, a situação pode ser muito crítica. Não temos garantias por conta do desabastecimento. Vamos torcer para que caminhoneiros e governo entrem em acordo", disse Octaviano.

Alternativas. Por volta das 12 horas, o Estado encontrou um proprietário de um ônibus que atende a linha 6044 (Jardim Dom José - Terminal Santo Amaro) abastecendo o veículo em um posto de gasolina comum. “Enquanto tiver alternativa, vou vir no posto abastecer”, disse Sérgio Louzado de Castro, de 38 anos.

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