Prefeitura de SP não oferecerá mais gratuidade no transporte para servidores nesta sexta

Prefeitura de SP não oferecerá mais gratuidade no transporte para servidores nesta sexta

Funcionários públicos terão direito a crédito de R$ 20 reais nas corridas realizadas nos aplicativos de transportes; táxis circularão durante todo o dia em bandeira 1

Galeno Lima, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 22h31

Ao contrário do que o prefeito João Dória havia anunciado nesta quarta-feira, 26, a prefeitura não vai mais garantir a gratuidade do tranporte aos funcionários públicos que optarem por ir ao trabalho amanhã, apesar da greve geral. A capital paulisa tem cerca de 129 mil funcionários públicos municipais. 

A prefeitura informou que estava em tratativas com as empresas de transporte individual, mas que não foi possível garantir a isenção da cobrança das corridas. Um formulário que a prefeitura disponibilizou para os servidores se cadastrarem e obtivessem os códigos para a gratuidade no serviço de transporte individual foi compartilhado nas redes sociais nesta quinta-feira, 27. 

Segundo informou em nota a secretaria de comunicação da prefeitura,  a pedido do prefeito as empresas de aplicativos 99 Taxis e Uber disponibilizaram um crédito de R$ 20 para duas viagens realizadas nesta sexta-feira, 28, para todas as pessoas que precisem chegar ao trabalho. 

Em outro vídeo divulgado nesta quinta, 27, em seu perfil no Facebook, Doria anunciou que os táxis da capital vão operar em bandeira 1 ao longo de todo o dia, e que esses veículos poderão circular pelos corredores de ônibus mesmo sem passageiros. O rodízio de carros foi suspenso, exceto para caminhões, e os locais de estacionamento em zona azul estarão isentos de cobrança. 

Doria já se manifestou publicamente contra a paralisação, e anunciou que cortará o ponto do trabalhador que não cumprir o expediente. "Sexta-feira, dia 28, é dia de trabalho, só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve, porque mesmo quem deseja manifestar-se faz isso em horário fora de expediente, faz isso no sábado, faz isso no domingo, de noite, na hora do almoço, não faz durante o trabalho. Não é justa nem a greve, nem a manifestação, mas, ainda que fosse, deveria ocorrer sem prejuízo à população”, afirmou.

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