Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura suspende 'situação de emergência' em SP a partir de quinta-feira

Município entrou com ação para garantir abastecimento caso petroleiros entrem em greve; ônibus têm diesel suficiente para operar até a manhã de sexta-feira

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2018 | 10h53

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), declarou nesta quarta-feira, 30, que irá suspender a situação de emergência no Diário Oficial Cidade de São Paulo desta quinta-feira, 31. “Não há mais necessidade de ter situação de emergência na cidade”, disse.

“A Prefeitura vai continuar atenta em relação ao dia a dia, aos desdobramentos, em especial com essa possibilidade de greve dos petroleiros, mas a situação de hoje, na quarta-feira, já é melhor do que a gente tinha na quinta-feira da semana passada”, declarou após reunião do Comitê de Gerenciamento de Crise, criado após a Prefeitura decretar estado de emergência na sexta-feira, 25.

 +++ Militares fazem operação para desobstruir estradas

Conforme anunciado na terça-feira, a Prefeitura ingressou com uma ação na Justiça para garantir o abastecimento de serviços essenciais caso ocorra uma paralisação dos petroleiros, que foi atendido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRTSP). “Vamos insistir aqui até como um reforço da multa (aplicada em âmbito nacional pelo TST).”

No início da tarde desta quarta-feira, o TRTSP determinou uma multa diária de R$ 300 mil para o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro SP) caso impeça o fornecimento de combustíveis a veículos de serviços essenciais da Prefeitura.

Além disso, será decretado ponto facultativo na sexta-feira. Os serviços emergenciais permanecerão abertos na data. “Para que a Prefeitura possa colaborar com a volta da normalidade, para que a gente possa inclusive aproveitar a sexta-feira para reabastecer a merenda nas escolas, para que a gente possa aproveitar a sexta-feira para reorganizar a Prefeitura como um todo", explicou Covas.

Ônibus. Às 10 horas, 77% da frota prevista para o horário estava em circulação na cidade. “Isso também corresponde à queda da demanda. Diariamente, em condições normais, a frota de ônibus da cidade leva 9,5 milhões de passageiros. No dia de ontem, levamos 6,8 milhões”, ressaltou o prefeito.

Segundo Covas, as empresas têm diesel suficiente para operar até a manhã de sexta-feira, mas novas operações de aquisição de combustível devem garantir a circulação de ônibus até a manhã de segunda-feira.

Eventos. Como a cidade recebe a Marcha para Jesus nesta quinta-feira e a Parada do Orgulho LGBT no domingo, a Prefeitura está com um “ponto de atenção” em relação à disponibilização de banheiros químicos, que não ainda chegaram à cidade por causa dos bloqueios de caminhoneiros. Por isso, operações com escolta da Guarda Civil Metropolitana (GCM) devem buscar os banheiros ainda nesta quarta-feira.

Segundo Covas, há uma expectativa de queda de público nos dois eventos, o que teria causado uma baixa de 90 para 50% do total de leitos reservados na rede hoteleira. Mesmo assim, os serviços municipais oferecidos permanecerão na mesma expectativa de público de 2017.

Saúde. Todas as cirurgias eletivas marcadas para esta quarta-feira estão mantidas. Na terça-feira foram canceladas em quatro hospitais municipais, enquanto foram suspensas em todos os 12 hospitais municipais na segunda-feira.

Coleta de lixo. Todos os 100 ecopontos da cidade reabriram nesta quarta. “A nossa expectativa é retomar a coleta seletiva na cidade até a segunda-feira”, disse Covas.

Educação. O fornecimento de alimentos perecíveis (ovos, legumes, verduras e ovos) para a merenda da rede de ensino municipal deve ser normalizado até sexta-feira da semana que vem. 

Após absenteísmo de 12% na segunda-feira, 9% dos professores faltaram ao trabalho na rede municipal de ensino na terça-feira. Além disso, o absenteísmo de alunos na segunda-feira (54%) caiu para 49% no dia seguinte.

Postos. A Prefeitura acredita que a partir de quinta-feira a situação dos postos de combustível deve se normalizar. Por enquanto, 16 postos da cidade são exclusivos para o abastecimento de veículos de serviços essenciais da Prefeitura, além da Eletropaulo e da Comgás. Além disso, 37 postos atendem prioritariamente funcionários públicos da Saúde e da Educação.

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