Priscila Mengue
Priscila Mengue

Pelo 2º dia consecutivo, Prefeitura autoriza 40% da frota de ônibus no horário de entrepico

Mais cedo, somente 58% dos coletivos circularam pela cidade; rodízio municipal de veículos está suspenso durante todo o dia

Ana Paula Niederauer, Priscila Mengue e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 08h49

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo autorizou, pelo segundo dia consecutivo, as empresas de ônibus a rodar com 40% da frota no horário de entrepico desta sexta-feira, dia 25.  A frota de trólebus está 100% operacional e o rodízio municipal de veículos está suspenso durante todo o dia.

Mais cedo, a Prefeitura tinha disponibilizado somente 58% da frota de ônibus no horário de pico, em São Paulo, devido a falta de combustível em função da greve dos caminhoneiros.

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, disse em entrevista à Rádio Eldorado, que apesar das negociações durante toda a noite, não foi possível abastecer o restante da frota.

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Segundo o secretário, a zona sul é a região mais prejudicada da cidade e pontos de ônibus estão lotados. "Esperamos que a situação se normalize ao longo do dia, visto que há um acordo e uma série de decisões judiciais para que haja a liberação do abastecimento de combustível", explicou João Octaviano.

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No Terminal Capelinha, na zona sul, região do Capão Redondo, as linhas estão circulando com maior intervalo, a cada 20 minutos, em média. Segundo Francis Borges, fiscal da Campo Belo, normalmente as linhas circulam com intervalos de 5 a 10 minutos. No caso dos ônibus articulados, o espaçamento subiu para 25 minutos, pois consomem mais combustível. De acordo com relatos, o movimento de passageiros está abaixo do normal.

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No Terminal Santo Amaro, na zona sul, 10 linhas não estão operando nesta sexta-feira. As demais linhas também estão com mudanças na operação. O movimento de passageiros é intenso.

Colegas de trabalho em uma empresa de confecção em Interlagos,  na zona sul, o desenhista Edson de Freitas, de 46 anos, e a encarregada de produção Inês Goncalves, de 50 anos, estão desde as 7h20 aguardando um ônibus, mas já foram informados de que não há frota para a região, saindo do terminal. "Geralmente tem muita opção, demora nem 10 minutos",  diz Edson.  Eles deveriam estar no trabalho às 8 horas, mas agora cogitam voltar para casa. "Não tem outro jeito, só se a gente pegasse um Uber, mas quem vai pagar? Isso se tiver gasolina pro Uber", completa.

O Terminal Grajaú, no extremo sul, está com movimento "muito abaixo do normal". No local, apenas a empresa Cidade Dutra funciona parcialmente, enquanto a Transwolff, que opera com coletivos menores que trazem passageiros dos bairros, paralisou completamente a operação. Segundo o fiscal, Osvaldo Paiva Ramos, da Cidade Dutra, os ônibus operam com intervalos de cerca de 20 minutos, enquanto a média para o horário é a cada 7 minutos. Por enquanto, três veículos da empresa já saíram de circulação por estarem com pouco combustível (dois são articulados e um tem ar condicionado, modelos que consomem mais diesel). No local, vários pontos estão vazios, enquanto o painel informa "Esta linha não está operando". 

Além disso, o sistema de som do terminal emite avisos periódicos avisando que "as linhas da Transwolff não estão operando".

Metrô e CPTM

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou nesta manhã que o Metrô e a Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos (CPTM) vão operar com 100% da frota durante toda a operação desta sexta-feira, 25. Essa operação só ocorre, em dias comuns, no horário de pico. Ele afirmou ainda que 85% dos ônibus intermunicipais, que fazem a ligação entre a capital e as demais 38 cidades da região metropolitana, conseguiram circular nesta manhã.

 

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