Prefixados ganham com queda da Selic

A redução da taxa básica de juros - Selic - privilegiou os investidores que tinham fundos de renda fixa com papéis prefixados em carteira. Na quarta-feira, um dia após o anúncio da queda, a rentabilidade diária desses fundos chegou a representar 600% do rendimento diário oferecido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI) - referencial de rendimentos dos fundos DI -, chegando a atingir 0,38%. Foi o caso dos fundos Citi Renda Fixa Ativo Master e Corporate, administrados pelo SSB Citi. Nos fundos DI, na média, esse rendimento caiu para 0,06%. No Banco Real, a estimativa era a de que a rentabilidade da carteira de derivativos FIF Risk teria sido de 300% do CDI, de acordo com Eduardo Castro, gestor de Renda Fixa da ABN AMRO Asset Management, que administra os fundos do Real.Castro diz que poderão voltar a ocorrer ganhos mais altos nos fundos prefixados em relação aos DI, se o Banco Central (BC) voltar a reduzir os juros, usando o viés de baixa que foi colocado na taxa Selic, na terça-feira. Confira a rentabilidade de alguns fundos na última quarta-feira No Bandeirantes, a rentabilidade estimada, sem a dedução da taxa de performance, para o fundo Institucional, que tem 5% da carteira em títulos prefixados, era de 130% do CDI. No Maxi Fix, com exposição de 10% em prefixados, de 155% do CDI. Já o Performa, com 15% de exposição, de 180% do CDI e no Maxi Derivativos, com 20% de exposição, de 210% do CDI.No Banespa, os fundos de renda fixa Private, Especial, Vip e Top renderam, na última quarta-feira, em média 150% do CDI, de acordo com Orlando Zainaghi, gerente de Administração de Recursos. A Lloyds Asset Management (LAM) também apresentou valorização maior do que as anteriores nas cotas de seus fundos de renda fixa. De acordo com as estimativas, as cotas do fundo Antares deverão ter uma variação de 0,22%, as do Key, 0,10% e as do Geminy, 0,20%.

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