Pregão noturno deve sofrer mudança

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) poderá mudar os conceitos de operação de seu pregão noturno no segundo semestre de 2001. Conhecido por after market, o sistema de negociações completou um ano de operações ontem.Segundo o superintendente geral da Bolsa, Gilberto Mifano, as alterações estariam atreladas à possível entrada da Bovespa no chamado "mercado global". Pelas regras em discussão, esse novo mercado abre a possibilidade de as corretoras operarem por 24 horas seguidas. O horário que definirá o fechamento dos pregões também está em aberto. Isso fará com que a Bovespa tenha de rever algumas regras do pregão noturno. Nesse primeiro ano de operação, o after market registrou um total de 45.636 negócios, que resultaram em um volume financeiro de R$ 290,2 milhões. O recorde mensal de volume negociado foi registrado no último mês de agosto, quando foram realizados 6.567 negócios, num total de R$ 40,2 milhões. Dentre as ações mais negociadas estão a Globocabo PN, Petrobrás PN e ON, Banespa PN e ON e Bradesco PN. Nesse período, o after market passou por algumas mudanças. O limite de aplicações por investidor, por exemplo, passou de R$ 50 mil para R$ 100 mil, para que alguns investidores pudessem aplicar mais do que o permitido. No caso do home broker - negociação pela Internet durante o dia -, o limite foi eliminado. O pregão noturno também possui outra exigência: as oscilações das ações negociadas não podem superar os 2% positivos, ou ficar abaixo de -2%. Segundo Mifano, "o volume financeiro negociado nunca foi o objetivo da Bolsa com relação ao after market". A idéia era de se instituir o pregão noturno como "uma opção a mais ao investidor individual". Uma das metas era dar aos investidores a oportunidade de realizar negócios fora do horário comercial. Ele aposta no crescimento do after market no futuro e afirma que o número de investidores individuais aplicando diretamente em Bolsa está crescendo, apesar de não ter dados que comprovem esse aumento. "O processo educacional, infelizmente, é longo", comentou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.