Prejuízo com ação do MST foi de US$ 20 milhões, diz Vale

Paralisação de seis horas na estrada de ferro fez com que a Vale perdesse o equivalente a um dia de produção

NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

18 de abril de 2008 | 15h04

A ação realizada na quinta-feira pelo  Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra   (MST) na Estrada de Ferro Carajás, da Vale, gerou perdas de US$ 20 milhões à mineradora, segundo o diretor de ferrosos da companhia, José Carlos Martins, que esteve presente nesta sexta-feira, 18, na inauguração da terceira pelotizadora da Samarco, em Anchieta, no Espírito Santo.   Veja Também: Sem-terra invadem ferrovia no PA e ocupam 8 pedágios no PR Após 8 horas, sem-terra deixam ferrovia de Carajás no ParáSegundo ele, a paralisação de seis horas na estrada de ferro fez com que a Vale perdesse o equivalente a um dia de produção, que soma 280 mil toneladas de minério. "Perdemos um dia para regularizar as composições na ferrovia", disse. As perdas levam em conta os navios que deixaram de ser abastecidos no porto.FreteO recuo dos preços do frete no mercado internacional deve compensar parcialmente o aumento do minério de ferro, segundo Martins. De acordo com o executivo, o frete do Brasil para a China chegou a custar US$ 100 por tonelada recentemente, mas agora está por volta de US$ 70 a US$ 75 por tonelada. "Ainda há espaço para uma queda maior porque os preços estão fora da realidade", disse.CriseEle afirmou ainda que a Vale não está sendo afetada pela desaceleração do crescimento nos Estados Unidos porque as siderúrgicas locais continuam produzindo grandes volumes de aço. "O País consome mais do que produz", disse. Mesmo assim, ele destacou que a locomotiva da companhia é a Ásia, e não os EUA. "O mercado segue forte e os preços à vista na China seguem mais altos do que os contratos", observou.

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