Prejuízo da AIG cai 86% no 4º trimestre, mas ações despencam quase 5%

Em igual período de 2008, seguradora teve o maior prejuízo de uma companhia na história, de US$ 61 bi

Marcílio Souza, da Agência Estado,

26 de fevereiro de 2010 | 10h56

A seguradora American International Group (AIG) obteve prejuízo de US$ 8,87 bilhões (US$ 65,51 por ação) no quarto trimestre do ano passado, 86% menor que o de US$ 61,66 bilhões (US$ 458,99 por ação) registrado em igual período do ano anterior, que havia sido o maior prejuízo de uma companhia na história. Ajustado para perdas com capital, com operações que sofreram desinvestimento e com hedge de derivativos, o prejuízo caiu de US$ 287,69 para US$ 53,23 por ação.

 

As ações do grupo despencavam quase 5% no pré-mercado em Nova York, por volta das 10h50 (de Brasília) e pesavam sobre os índices futuros de ações. Com a melhoria do mercado de ações, os ganhos contábeis em sua divisão de produtos financeiros e a renda mais alta com investimentos contribuíram para o lucro líquido, mas não compensaram o fato de que suas principais operações de seguro continuam fracas. O prejuízo operacional dos negócios com seguros gerais do grupo aumentou, enquanto os prêmios líquidos recuaram 2,2%.

 

A companhia ainda enfrenta dificuldade para honrar os mais de US$ 90 bilhões recebidos em ajuda do governo dos EUA no final de 2008. A empresa e seus supervisores federais decidiram abandonar o plano de usar fluxos de caixa provenientes das apólices de seguro de vida para pagar US$ 8,5 bilhões em dívida junto ao Federal Reserve Bank de Nova York, de acordo com fontes próximas do assunto. O grupo agora disse que poderá pagar essa quantia por outros meios, como a venda de ativos, segundo as fontes.

 

A mudança de planos reflete expectativas de que os ativos a serem vendidos atingirão preços acima dos que eram previstos pela empresa e pelas autoridades do governo em março de 2009, quando a turbulência nos mercados financeiros fez com que o Departamento do Tesouro e o Fed de Nova York tomassem medidas adicionais para estabilizar a seguradora. As informações são da Dow Jones.

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