Prejuízo da Philips cai com corte de custos

A Royal Philips Electronics NV, maior fabricante de produtos eletrônicos da Europa, anunciou um prejuízo líquido de 330 milhões de euros (US$ 324,0 milhões) no terceiro trimestre de 2002, em comparação com um prejuízo de 736 milhões de euros em igual período do ano passado. As vendas no trimestre aumentaram 2% para 7,3 bilhões de euros (US$ 7,17 bilhões), de 7,2 bilhões de euros em 2001. O prejuízo no período foi causado por um encargo de 339 milhões de euros (US$ 333,2 milhões), devido à baixa contábil do valor da participação da empresa na francesa Vivendi Universal.A Philips já havia assumido encargos de 1,6 bilhão de euros (US$ 1,57 bilhão) com relação à Vivendi no segundo trimestre. Excluindo os encargos e ganhos, a Philips teve um lucro líquido no terceiro trimestre de 75 milhões de euros (US$ 73,7 milhões). Segundo os analistas, a reestruturação agressiva implementada pela empresa, a redução de custos e da capacidade excessiva estão começando a surtir efeito sobre os resultados. Em sua divisão de produtos eletrônicos, as vendas caíram 16% para 2,2 bilhões de euros (US$ 2,16 bilhões), principalmente devido ao fraco desempenho de suas unidades de rede digital e telefonia móvel. A divisão de semicondutores, onde a Philips anunciou uma significativa reestruturação, registrou um prejuízo operacional de 58 milhões de euros (US$ 57,0 milhões) no trimestre, ante 291 milhões de euros em 2001. O prejuízo líquido da Philips em 2002 provavelmente será elevado, já que a companhia prevê efetuar baixa contábil do valor de mais participações que a empresa detém no quarto trimestre, principalmente sua fatia de 44% na francesa Atos Origin.

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