Premiado nos EUA, Meirelles cita apoio de Lula ao BC

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje, após receber o prêmio banqueiro central do ano da América Latina, que a função do Fundo Monetário Internacional (FMI) é dar sua opinião sobre a economia mundial. "Este é um dos mandatos da instituição e é isso o que eles têm de fazer, expressar sua opinião independentemente de que se prove correta ou não." O comentário foi feito por Meirelles referindo-se à avaliação feita esta semana pelo diretor-adjunto do Departamento de Pesquisa do FMI, Charles Collyns, de que o Brasil é uma economia relativamente fechada, então, o efeito predominante para a inflação deve ser o do crescimento mais lento e não o da taxa de câmbio. Meirelles afirmou que o BC do Brasil tem tomado decisões dentro da área de competência e "certamente o presidente Lula tem dado apoio e concordado com as decisões do BC". Sobre a premiação recebida hoje, Meirelles disse que, em momento em que existe turbulência internacional que preocupa a todos é sempre um símbolo importante o Brasil estar recebendo um prêmio relativo à condução de políticas monetária e cambial. "Em um momento de crise, o reconhecimento tem maior importância ao País", falou Meirelles a jornalistas, após receber o prêmio de banqueiro central do ano para a América Latina, concedido pela publicação internacional Emerging Markets. "Esse é um mérito do Brasil, que aprendeu suas lições de crises passadas e, desta vez, enfrenta problemas como todos. Problemas criados desta vez nos EUA e certa maneira na Europa. Portanto, o Brasil vive situação completamente diferente." Para Meirelles, o mais importante é que "estamos aqui trocando idéias com outros países". "Temos um diagnóstico da situação que nos permita tomar decisões adequadas, assegurou. Em segundo lugar, levarmos as propostas e a experiência brasileira de maneira que possamos contribuir também para que essa situação se resolva e para que possamos construir uma estrutura financeira para o futuro, que também aprenda com os problemas", explicou. Segundo ele, medidas mais importantes discutidas hoje, a serem tomadas no futuro, em termos de regulamentação do sistema financeiro, no Brasil já existem e foram adotadas. "O Brasil em muitas coisas nesta área também está à frente."

NALU FERNANDES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

11 Outubro 2008 | 02h00

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