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Premiê chinês denuncia medidas comerciais unilaterais

Li Keqiang defendeu sistema comercial global e disse que eventuais problemas devem ser resolvidos por meio de consultas, e não através de ações unilaterais

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2018 | 03h01

TIANJIN, China - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, defendeu nesta quarta-feira o sistema comercial global baseado em regras e, numa referência às tensões comerciais de Pequim com os EUA, disse que eventuais problemas devem ser resolvidos por meio de consultas, e não através de ações unilaterais.

Em discurso feito durante evento do Fórum Econômico Mundial, na cidade portuária de Tianjin, o premiê descreveu a China como um país de fundamentos econômicos saudáveis, reiterou promessas do governo de incentivar novas tecnologias para estimular o crescimento e renovou promessas de reduzir impostos e melhorar o clima de negócios para empresas chinesas e estrangeiras.

Li não mencionou explicitamente a crescente disputa comercial com os EUA, mas fez uma vigorosa defesa da ordem comercial mundial e denunciou tentativas unilaterais de alterar as regras em vigor.

"Essas regras beneficiaram o progresso de toda a humanidade" afirmou o premiê. "Nenhum unilateralismo irá oferecer uma solução viável. O compromisso com o multilateralismo e consultas para benefícios compartilhados irão permitir que continuemos a ser favorecidos" pelo comércio global.

Numa aparente resposta a críticas feitas pelo governo do presidente americano, Donald Trump, e por algumas empresas ocidentais, Li disse que a China continuará reduzindo tarifas sobre alguns produtos importados e garantirá que companhias estrangeiras compitam em condições de igualdade em território chinês.

Ele também reiterou a promessa de que Pequim não irá desvalorizar o yuan para estimular exportações e demonstrou confiança de que a moeda chinesa será mantida em nível razoável.

Li disse ainda que a China vai continuar implementando uma política monetária prudente, sem adotar medidas de relaxamento agressivas, e garantir ampla liquidez. //DOW JONES NEWSWIRES

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