Premiê do Japão promete melhorar economia em 2010

O primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, cuja popularidade caiu nas últimas semanas, se comprometeu a combater a deflação e a reconstruir a segunda maior economia mundial em 2010. "Eu tenho a esperança de que vamos estudar os problemas e vamos combatê-los junto a vocês (eleitores), após recebermos suas críticas específicas", disse em discurso de ano-novo.

AE-AP, Agencia Estado

01 Janeiro 2010 | 15h35

Hatoyama, que admitiu um crescente descontentamento no Japão, pediu ao país que apoie o seu governo, que começa a implementar compromissos feitos na campanha eleitoral, que permitiram ao seu Partido Democrático (PD) obter uma enorme vitória em meados do ano passado. "A lua-de-mel com meu governo acabou agora e não podemos seguir pedindo ao povo japonês que nos julgue com olhos indulgentes", disse.

Em agosto, os eleitores japoneses deram a Hatoyama uma esmagadora vitória eleitoral a favor das mudanças, acabando com mais de 55 anos de governo do Partido Liberal-democrático (PLD), mas agora começam a se impacientar com a demora do governo em implementar as reformas.

Uma pesquisa feita nesta semana pelo jornal de finanças "Nikkei" mostrou que o apoio popular ao primeiro-ministro havia caído a 50%, enquanto o porcentual de desaprovação ao governo subiu 18 pontos porcentuais, da última pesquisa em novembro, para 42% do total de entrevistados. Os entrevistados também reclamaram da falta de liderança do gabinete de governo e de um recente escândalo na arrecadação de fundos.

A economia do Japão emergiu da recessão no começo do ano passado, mas seu futuro permanece bastante incerto pela queda dos salários e dos preços. O mercado de trabalho continua muito enfraquecido e o fortalecimento do iene ameaça reduzir os lucros empresariais.

Há sete dias, Hatoyama apresentou um orçamento de US$ 1 trilhão para o próximo ano fiscal, com a esperança de impulsionar os gastos dos consumidores com amplos programas de benefícios sociais. Mas as lutas internas no Partido Democrático complicaram as negociações do orçamento e a queda da arrecadação de impostos obrigou o premiê a não cumprir com algumas das promessas, como a abolição do imposto à gasolina.

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