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Premiê do Japão quer que BC mantenha postura ousada

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, afirmou nesta sexta-feira esperar que o Banco do Japão (banco central) continue a agir de maneira ousada para combater a deflação, mantendo a pressão por mais estímulo monetário com o objetivo de dar suporte à frágil recuperação econômica.

REUTERS

23 de março de 2012 | 08h29

Em uma reunião de uma comissão parlamentar à qual também compareceu o presidente do banco central, Masaaki Shirakawa, Noda saudou o afrouxamento monetário realizado pelo banco central em fevereiro e sua decisão de março de incentivar um esquema de empréstimo para encorajar bancos a financiar indústrias.

"O BOJ agiu de forma ousada, compartilhando o mesmo ponto de vista (sobre a necessidade de combater a deflação) do governo", disse Noda. "Eu realmente espero que continue a adotar medidas apropriadas conforme necessário."

Shirakawa afirmou que o banco central manterá a política para superar a deflação, mas alertou contra expectativas exageradas em relação ao banco, afirmando que já está comprando títulos do governo agressivamente e que levará tempo para que o afrouxamento monetário surta efeito na economia.

"Estímulo monetário e medidas para impulsionar o potencial de crescimento do Japão são importantes para derrotar a deflação. Vamos continuar com nosso afrouxamento monetário, mas o afrouxamento isoladamente não poderá (acabar com a deflação)", disse Shirakawa ao Parlamento.

Shirakawa também afirmou ser inapropriado que o BOJ adote uma política similar à "Operação Twist" do Federal Reserve, segundo a qual o banco central norte-americano reequilibra seu portfólio com títulos de longo prazo.

(Reportagem de Leika Kihara)

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