Thanassis Stavrakis/AP
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Premiê da Grécia pede que população negue acordo e diz que o país não vai deixar euro

Na TV, Alexis Tsipras disse não acreditar em expulsão da zona do euro, mas em um plano para ‘acabar com as esperanças de que pode haver políticas diferentes na Europa’

REUTERS e O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2015 | 17h19

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, pediu nesta segunda-feira que os gregos rejeitem um acordo de ajuda internacional no referendo de 5 de julho, ignorando alertas de que um voto pelo "não" levaria Atenas à saída da unidade monetária da Europa.

"Eu não acho que o plano deles seja expulsar a Grécia da zona do euro, mas acabar com as esperanças de que pode haver políticas diferentes na Europa", disse o primeiro-ministro em uma televisão pública.

No sábado, a negociação entre os gregos e a União Europeia fracassou diante da insistência do governo de Alexis Tsipras de realizar um referendo no dia 5 de julho para consultar a população se estariam dispostos a mais um pacote de austeridade, em troca de recursos do FMI e da UE. 

A situação ficou ainda mais tensa quando, na manhã de domingo, o Banco Central Europeu anunciou que não pretende elevar o volume de recursos do fundo que dispõe para garantir uma assistência emergencial aos bancos da Grécia. 

O mecanismo europeu de apoio não foi eliminado. Mas seu teto não será alterado.

Para esta segunda-feira, ele seria de 89 bilhões de euros. Ainda que o BCE admita que está disposto a mudar sua estratégia para garantir a "sustentabilidade financeira" da Grécia, a realidade é que a Europa deu um sinal à Atenas de que não iria incrementar a ajuda. A meta era clara: criar uma pressão para que o governo de Alexis Tsipras renunciasse a seu projeto.

O resultado dessa medida foi a decisão em Atenas de decretar um feriado bancário e o fechamento da bolsa de valores por sete dias. Tspiras, porém, apelou à população por “calma e paciência”, enquanto milhares de pessoas faziam filas em caixas eletrônicos pelo país. Segundo ele, os depósitos estão garantidos. "Todos os depósitos, salários e aposentadorias estão garantidos", disse.

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