Premiê grego recebe chefe do Eurogroup e inicia negociações

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, inicia nesta quarta-feira uma ofensiva na Europa com negociações para convencer o chefe do Eurogroup, Jean-Claude Juncker, de que o país tem a disposição para avançar com reformas impopulares e merece mais tempo para fazer isso.

DEE, Reuters

22 de agosto de 2012 | 08h01

Com os cofres esvaziando e renovadas especulações de uma saída da Grécia da zona do euro sem mais ajuda, Samaras está sob pressão para convencer os líderes europeus de que a Grécia finalmente reuniu a coragem política para cumprir as promessas feitas em seu último resgate.

Juncker, autoridade europeia mais influente a visitar Atenas desde que o governo liderado pelos conservadores assumiu o poder em junho, deve dizer a Samaras que a Grécia precisa realizar os cortes prometidos e que existe pouco espaço para manobras.

Essa mensagem deve ser reforçada de novo ao líder grego quando ele viajar a Berlim na sexta-feira para se encontrar com a chanceler alemã Angela Merkel, e a Paris um dia depois para negociações com o presidente francês, François Hollande.

Samaras tentou aliviar os temores, particularmente fortes na Alemanha, de que a Grécia exige ainda mais dinheiro sem apresentar resultados em suas promessas. "Tudo que queremos é um pouco de 'ar para respirar' para fazer a economia girar e elevar a receita estatal. Mais tempo não significa automaticamente mais dinheiro", disse ele ao jornal alemão Bild.

"Deixe-me ser bastante explícito: não pedimos dinheiro adicional. Nós mantemos nossos compromissos e o cumprimento de todas as exigências. Nós temos que acionar o crescimento porque isso reduz as diferenças financeiras", completou.

Pouco depois de ser eleito, o governo de Samaras prometeu que viajaria pela Europa para buscar mais dois anos de prazo para cumprir as metas acordadas segundo o resgate de 130 bilhões de euros à Grécia fechado com União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Mas diante do risco de uma falência desordenada sem mais ajuda, o governo reduziu desde então o tom de sua retórica sobre a questão e agora espera apenas citar a ideia durante as negociações nesta semana, em vez de fazer um pedido formal.

"Temos que primeiro restabelecer nosso relacionamento com os parceiros europeus, que foi seriamente afetado", disse uma fonte do governo sob condição de anonimato. "Isso é o mais crucial. Falar sobre certo parâmetros então é uma segunda etapa."

(Reportagem adicional de Lefteris Papadimas e Annika Breidthardt em Berlim)

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