Premiê português agora promete 'ouvir a nação'

O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, prometeu ontem ouvir a nação, sugerindo que pode suavizar os aumentos de impostos que provocaram a pior reação à austeridade desde que o país recebeu um pacote de socorro no ano passado.

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h09

O aumento previsto nas contribuições à seguridade social prejudicou a aceitação da austeridade em Portugal e provocou grandes protestos, elevando a pressão sobre o governo, que se esforça para atender às estritas condições do resgate. "Nós não somos surdos para as dificuldades enfrentadas pelo país", disse Passos Coelho ao Parlamento.

Portugal entrou na sua pior recessão desde os anos 1970 em meio a aumentos de impostos e cortes de gastos, com a popularidade do governo de centro-direita caindo ao pior nível de todos os tempos depois do anúncio das mudanças fiscais. Em 7 de setembro, o governo disse que iria elevar as contribuições à seguridade social para todos os trabalhadores em 2013 de 11% para 18%, ao mesmo tempo que reduziria a contrapartida das empresas.

Ontem à noite, o presidente Aníbal Cavaco Silva convocou uma reunião do seu Conselho de Estado, órgão consultivo composto de altas figuras políticas, para discutir a situação no país após o anúncio das medidas. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.