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Premiê tailandês critica globalização na Unctad

A abertura da XI Assembléia da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em São Paulo serviu para reivindicações, apelos e duros recados dos países em desenvolvimento às nações mais desenvolvidas. O primeiro-ministro da Tailândia, Thaksin Shinawatra, que abriu a série de discursos, disse que é necessário reduzir a dependência dos países emergentes em relação aos mais industrializados."Precisamos explorar mais as oportunidades do Hemisfério Sul. O comércio nessa região pode ter aumentado, mas não está dentro do potencial e, por isso, chegou a hora de fazer o que tanto falamos", afirmou o chefe de estado tailandês. Ele afirmou ainda que o diálogo Sul-Sul precisa estar cada mais forte e pediu, em tom de apelo, maior compreensão aos países do Norte. Dados da Unctad divulgados minutos antes da abertura da conferência mostram que o comércio internacional não tem sido um instrumento de desenvolvimento para as nações pobres. Para 86 países, os produtos básicos representam mais da metade da receita de suas exportações. Mas o poder de compra desses produtos, exceto o petróleo, é hoje menos de 1/3 do que era quando a Unctad foi criada há 40 anos. De acordo com os dados desse organismo das Nações Unidas, 85% da população mundial vivem países pobres cuja participação no comércio internacional é de apenas 25%. E o pior é que a dívida externa desses países em 1964, quando foi criada a Unctad, era de aproximadamente US$ 50 bilhões e hoje alcança uma cifra de US$ 2,6 trilhões. Entre 1984 e 2003, o mundo pobre pagou US$ 5,4 trilhões de juros por essa dívida, o que significa que o atual montante já foi pago mais de duas vezes aos países ricos. "Os países pobres estão sofrendo com o peso da globalização. A cooperação Sul-Sul nunca foi tão necessária", completou o primeiro-ministro tailandês.

Agencia Estado,

14 de junho de 2004 | 11h20

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