Preocupação com a China faz Bovespa ter baixa de 2,34%

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2013 | 02h09

As preocupações com o crescimento da China e com o nível de atividade no Brasil, além da proximidade do exercício de opções sobre ações, pressionaram a Bovespa na sessão de ontem. A Bolsa brasileira perdeu o nível dos 46 mil pontos, sendo que a queda foi conduzida por Petrobrás, Vale e OGX. O Ibovespa encerrou ontem com baixa de 2,34%, aos 45.533,24 pontos, anulando parte do avanço de 3,44% verificado nos dois pregões anteriores. Mesmo assim, a Bolsa conseguiu terminar a semana no azul, com alta de 0,71%. No mês, ela acumula queda de 4,05% e, no ano, recuo de 25,30%.

Como o vencimento dos contratos de opções sobre ações ocorre na próxima segunda-feira, na última hora da sessão de ontem surgiu uma pressão adicional sobre os papéis de primeira linha, como os de Vale e Petrobrás. Já a cautela motivada por fatores externos e internos resultou em um giro de negócios fraco, de R$ 5,199 bilhões, com os investidores à espera de números importantes a serem divulgados pela China no domingo à noite, como o Produto Interno Bruto (PIB) do país. No fim, Petrobrás ON cedeu 1,69%, Petrobrás PN teve baixa de 2,34%, Vale ON recuou 1,58% e Vale PNA caiu 2,34%.

Já o mercado norte-americano de ações fechou em alta, com os índices Dow Jones (+0,02%) e S&P 500 (+0,31%) registrando novos níveis recorde. O Nasdaq (+0,61%), por sua vez, fechou no nível mais alto desde setembro de 2000. Os negócios continuaram a ser influenciados pelas declarações feitas na quarta-feira pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, sinalizando continuidade - mesmo que por enquanto - do atual programa de compra de bônus da instituição. A sexta-feira também foi marcada pela divulgação dos informes de resultados dos bancos Wells Fargo e JPMorgan Chase.

No Brasil, mesmo com mais uma medida do Banco Central no sentido de segurar a cotação do dólar, a moeda americana fechou ontem em alta ante o real, em sintonia com o movimento no exterior. As incertezas sobre a economia da China, um dos principais compradores globais de commodities, deram impulso ao dólar em todo o mundo, em detrimento de outras divisas. No Brasil, a moeda fechou em alta de 0,40% no mercado à vista de balcão, cotada a R$ 2,2670. Em 2013, o dólar já subiu 10,86% ante o real.

Na renda fixa, o recuo de 1,4% em maio apontado pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), que serve como uma espécie de prévia do PIB brasileiro, foi contrabalançado pela valorização do dólar. Isso fez as taxas dos contratos futuros de juros com prazos mais curtos de vencimento terminarem o dia próximas dos níveis de quinta-feira.

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