Preocupação com crédito imobiliário pesa e Bovespa cai

Principal indicador da bolsa paulista recua 0,35%, para 53.851 pontos

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h21

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa pelo terceiro dia seguido nesta terça-feira, 26, com investidores ainda preocupados com os problemas do mercado de crédito imobiliário de risco nos Estados Unidos. O principal indicador da bolsa paulista recuou 0,35%, para 53.851 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 3,77 bilhões, em linha com a média diária do ano. A expectativa pela decisão do Federal Reserve na quinta-feira e o recuo dos preços das commodities no mercado internacional ajudaram a pressionar as ações. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 0,11%. Na bolsa paulista, as blue chips Companhia Vale do Rio Doce e Petrobras caíram 1,55% e 0,96%, respectivamente. Investidores também aproveitam para fazer ajustes nas carteiras à medida que o primeiro semestre chega ao fim. "Todos estão tentando descobrir o que há por baixo da história do Bear Stearns e se há mais gente envolvida", disse Sam Rahman, gestor de portfólio da Baring Asset Management Inc. Na última sexta-feira, o Bear Stearns disse que injetaria recursos em um hedge fund que administra e investiu em dívida sustentada por empréstimos imobiliários de risco, gerando temores de que outros bancos de investimento, hedge funds e investidores tenham que assumir dívidas em seus portfólios. Mesmo com a queda dos últimos dias, o Ibovespa ainda acumula alta de 3% em junho e de 21% no ano. Cosan despenca por 2º dia O destaque de queda da sessão foi Cosan, que caiu 8,43%, para R$ 31,71, com investidores ressabiados com a reestruturação societária proposta na véspera. Uma corretora que atua para estrangeiros se sobressaiu nas vendas. "O mercado acionário reagiu de forma negativa ao anúncio da reorganização, com dúvidas em relação à questão de diferença de direitos entre as ações tipo A e B no novo mercado", afirmou a corretora Ativa em relatório. Na segunda-feira, os papéis já tinham caído quase 4%. Perdigão dispara Na ponta oposta, as ações da Perdigão subiram 5,63%, segundo dia de alta, depois que a empresa anunciou a criação de uma joint venture com a Unilever. "Apesar de ainda não haver maiores detalhes sobre os valores do negócio, acreditamos que... a associação com a Unilever deverá gerar valor à Perdigão", disse a analista Jacqueline Lison, da corretora Fator, em relatório. "Entendemos também que a decisão da empresa em diversificar seu portfólio de atuação é acertada, visando se tornar uma empresa de alimentos de alto valor agregado", complementou. Estréia do Cruzeiro do Sul Os papéis do banco Cruzeiro do Sul, que não pertencem ao Ibovespa, caíram 3,81% em seu primeiro dia de negociação. O setor está passando por um boom de ofertas públicas. O banco é o terceiro a lançar ações este ano e outros sete estão com operações em andamento ou com pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários.

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