Preocupação com deflação fez BC europeu lançar plano de estímulos, mostra ata

Risco de período longo de inflação muito baixa fez membros do Banco Central Europeu aprovarem programa de compra de bônus de € 60 bilhões a partir de março

Agência Estado

19 Fevereiro 2015 | 11h01

Os dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) se mostraram preocupados no mês passado de que crescia o risco de declínios de preços ao consumidor na zona do euro, levando-os a aprovar um plano de compras de bônus, cujo montante foi ainda maior do que a opção oferecida pelo economista-chefe do banco.

A região enfrentava "o risco de um período demasiadamente longo de inflação muito baixa", disse o BCE, em um relato das deliberações políticas de 22 de janeiro. "Isso, por sua vez, levantou a possibilidade da chegada de forças deflacionárias, o que não permitiria uma atitude de 'negligência benigna'".

Como resultado, a maioria dos membros do conselho do BCE aprovou um programa de compra de bônus de 60 bilhões de euros por mês, principalmente títulos públicos, que teria início em março e permaneceria em vigor, pelo menos, até setembro de 2016. Isso foi mais elevado do que o valor mensal de 50 bilhões de euros mencionado pelo economista-chefe do BCE, Peter Praet, como uma opção para o conselho completo, o que teria um período de execução um pouco maior. Compra de bônus corporativos também foi analisada.

"A fim de acelerar o impacto, houve um amplo apoio em favor de alguma distribuição prévia", disse o BCE no relato da reunião. Entre outros temas, o relato aponta que o impacto positivo na queda dos preços de petróleo ainda é incerto.

O documento mostrou também que alguns dirigentes favoreceram postura de "esperar para ver" em janeiro e que alguns não viram necessidade de ação urgente. Fonte: Dow Jones Newswires.

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