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Preocupação com Dubai ainda pesa e Europa opera em queda

Nos Emirados Árabes, ações afundam 7,3% em Dubai e 8,24% em Abu Dhabi; mercados da Ásia voltam a avançar

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

30 de novembro de 2009 | 07h54

As bolsas europeias operam em queda nesta segunda-feira, 30, depois de um breve movimento de alta na abertura, uma vez que as preocupações com o Dubai World persistem. Segundo analistas, o comportamento do mercado deve ser volátil, com os investidores optando por esperar para ver os desdobramentos da situação em Dubai. Outros mercados, porém, mostram mais alívio, com o euro em alta frente ao dólar e os futuros de petróleo e metais básicos subindo.

 

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Às 8h13 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 0,76%, Paris caía 1,12% e Frankfurt recuava 0,96%. Entre os futuros de Nova York, o Nasdaq 100 cedia 0,16%, mesma variação do S&P 500.

 

"A notícia de Dubai ainda está sendo digerida por muitos e, com os volumes começando a voltar à normalidade depois do feriado de Ação de Graças nos EUA, os mercados podem ficar um pouco voláteis até que se receba os principais indicadores econômicos, mais tarde esta semana", disse Joshua Raymond, estrategista de mercado do City Index.

 

Nos Emirados Árabes Unidos, contudo, a bolsa de valores de Dubai encerrou a segunda-feira em queda de 7,3%, a maior desde 8 de outubro de 2008. As ações foram negociadas nos emirados pela primeira vez nesta segunda desde o pedido de adiamento de pagamento de bilhões de dólares em dívida. Já o mercado acionário de Abu Dhabi, outro emirado que forma os Emirados Árabes Unidos, despencou 8,3%, a maior perda diária da história do índice. Os papéis de bancos e do setor imobiliário foram os mais atingidos. Das 32 ações da bolsa de Dubai, 18 encerraram no limite de baixa, o que aconteceu com 28 dos 60 papéis de Abu Dhabi.  

 

O analista Michael Hewson, da CMC Markets, lembrou que nos últimos seis a nove meses os mercados vinham ignorando o fato de que ainda há bastante dívida ruim no mundo, e "Dubai foi um alerta".

Mas o comunicado do banco central dos Emirados Árabes Unidos (EAU) no final de semana para reassegurar investidores de que apoia seus bancos e as filiais de bancos estrangeiros pode ajudar a acalmar os mercados nos próximos dias, acreditam analistas. "Não veremos uma elevação nos custos de financiamento interbancário no estilo Lehman Brothers e nem um aperto na liquidez", afirmou Gregg Gibbs, estrategista de câmbio do RBS, em Sydney.

 

Além disso, diversos gestores de recursos consideraram que o declínio das bolsas nos EUA na sexta-feira foi exagerado, uma vez que os bancos norte-americanos não parecem ter grande exposição ao Dubai World. Eles também ponderaram que, embora a notícia em si tenha sido inesperada, os problemas em Dubai não são uma surpresa.

 

As ações de serviços públicos lideravam a queda na Europa, com destaque para RWE AG e GDF Suez. Na contramão, Volkswagen subia 2,5%, depois que o Goldman Sachs iniciou cobertura da ação com recomendação de compra. Já BMW (-1%) foi rebaixado pelo Goldman, que disse que outras montadoras têm mais potencial de alta.

 

Nos mercados de câmbio, o dólar operava em queda frente ao euro, iene, e libra, à medida que os operadores e investidores decidiram assumir mais risco. Às 8h18 (de Brasília), o euro subia 0,28%, a US$ 1,5033; a libra avançava 0,18%, a US$ 1,6532; e o dólar cedia 0,32%, a 86,32 ienes. As informações são da Dow Jones.

 

Bolsas da Ásia avançam

 

As bolsas da Ásia se recuperaram nesta segunda depois da acentuada queda da semana passada provocada pela crise de dívida de Dubai. A avaliação de que os efeitos de um potencial calote serão limitados foi reforçada com uma série de garantias de autoridades que ajudaram a acalmar os nervos dos investidores. As ações do setor bancário, que enfrentaram a maior parte do movimento de venda da sexta-feira, lideraram os ganhos nesta segunda-feira.

 

As ações em Hong Kong, que sofreram a maior perda diária em oito meses na sexta-feira, e o mercado acionário de Tóquio, que encerrou no menor nível em quatro meses na semana passada, registraram os maiores ganhos na região nesta segunda-feira.

A bolsa de Tóquio subiu 2,91%, a 9.435 pontos. O mercado em Hong Kong disparou 3,25%, a 21.821 pontos. Já o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 2,68% às 7h46 (horário de Brasília), a 402 pontos. Xangai avançou 3,2%, Cingapura recuou 1,09% e Taiwan teve valorização de 1,22%.

 

(com Reuters)

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