Preocupações com os EUA fazem bolsas caírem e dólar subir

Cenário:

ANA LUÍSA WESTPHALEN, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2013 | 02h11

A aversão ao risco direcionou o movimento de grande parte dos mercados ontem, o que fez as bolsas caírem e o dólar subir ante moedas de países emergentes e recuar ante o euro, o franco suíço e o iene, por exemplo. Apesar de o Senado dos Estados Unidos ter aprovado durante a tarde um orçamento provisório, o que garante algum fôlego extra para o governo norte-americano, a cautela sobre a questão fiscal do país continuou permeando os negócios, uma vez que a proposta ainda tem que passar pela Câmara dos Deputados, de maioria republicana. Ainda assim, espera-se que esse projeto seja aprovado na próxima semana. No fim da tarde, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu à Câmara que aprove o projeto de financiamento temporário para o ano fiscal de 2014 para evitar uma paralisação do governo a partir de 1° de outubro, quando começa o próximo ano fiscal. Além disso, as incertezas sobre a condução da política monetária norte-americana seguiram inspirando cautela, diante de declarações de membros do Federal Reserve e de números contraditórios da economia dos EUA. Neste cenário, o índice de ações Dow Jones terminou com baixa de 0,46%, aos 15.258,24 pontos, o S&P 500 cedeu 0,41%, aos 1.691,75 pontos, e o Nasdaq caiu 0,15%, aos 3.781,59 pontos.

A Bovespa, apesar de ter fechado em leve baixa de 0,08%, aos 53.738,92 pontos, operou descolada do exterior durante uma boa parte do dia. As ações dos bancos, devido à informação de mudanças no Santander para adequação à Basileia 3, puxaram o Ibovespa para cima, enquanto Vale, OGX e o exterior exerciam pressão contrária. Na semana, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou queda de 0,69%. Ontem, as units do Santander subiram 7,64%, enquanto Vale ON caiu 2,33%, Vale PNA cedeu 1,59% e OGX ON teve baixa de 9,68%.

O dólar, por sua vez, avançou 0,58% ante o real, para R$ 2,2590 no mercado à vista de balcão. Além da influência externa, a valorização da moeda contou com a disputa pela formação da taxa Ptax de setembro, que ocorre na segunda-feira. Esta taxa - calculada pelo Banco Central - servirá de referência para a liquidação dos derivativos cambiais de outubro.

Na renda fixa, as taxas dos contratos futuros de juros oscilaram bastante ontem, ainda que em margens estreitas. No fim, prevaleceu sobre as taxas com prazos mais longos o avanço do dólar ante o real, fazendo-as terminar com leve viés positivo. Já os juros dos contratos mais curtos ficaram praticamente estáveis, à espera da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, na próxima segunda-feira, e de olho no comportamento do CDI e da mudança de metodologia para seu cálculo.

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