Preocupações de crédito atingem ações financeiras da Ásia

Um rebaixamento de classificação derisco do banco norte-americano Citigroup fez os mercados deações da Ásia recuarem mais de 2 por cento nesta sexta-feira,enquanto o iene caiu depois que a confiança do empresariadojaponês teve queda para o menor nível em dois anos. Os acontecimentos ocorridos durante a noite influenciaram omercado em direções opostas, com vendas sólidas no varejo dosEstados Unidos ajudando a reduzir temores de que a maioreconomia do mundo está entrando em recessão. Mas um corte na nota de risco do Citi pela agência Moody'se alertas do Lehman Brothers sobre novas baixas contábeisgeradas pela crise dos mercados de crédito ressaltaram a ameaçaàs instituições financeiras envolvidas no derretimento dashipotecas de alto risco. "Isso é algo horrível ... e todo mundo que está dizendo queas coisas estão bem, está vivendo nos sonhos. Isso é algoenorme para se lidar", disse Paul Biddle, gerente de portfólioda Souls Funds Management, em Sydney. Investidores também digeriam os dados do Banco do Japão quemostraram que a confiança do empresariado da segunda maioreconomia do mundo caiu ao menor nível em dois anos, fazendo omercado recuar com expectativas de que a autoridade monetáriaelevaria juros em 2008. A bolsa de TÓQUIO fechou em queda de 0,14 por cento, a15.514 pontos, ampliando perda de 2,5 por cento sofrida naquinta-feira. Enquanto o isso, o índice MSCI que reúne os outros mercadosde ações da região Ásia-Pacífico caía 1,29 por cento, a 526pontos, pela terceira sessão consecutiva. Os bancos se desvalorizaram na região, fazendo o índiceMSCI do setor cair até 2,6 por cento. A bolsa de SEUL fechou em baixa de 1,09 por cento, HONGKONG recuou 0,65 por cento. XANGAI foi na contra-mão e subiu1,01 por cento e TAIWAN teve perda de 0,85 por cento. CINGAPURA caiu 0,37 por cento e SYDNEY teve desvalorizaçãode 1,61 por cento.

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