Presidência confirma 6 encontros de Lula com Roberto Teixeira

Advogado é suspeito de prática de intermediação irregular na venda da Varig e da VarigLog

Leonencio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

24 de junho de 2008 | 11h53

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República confirmou nesta terça-feira, 24, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu seis vezes, no Palácio do Planalto, o advogado e empresário Roberto Teixeira, seu compadre. Teixeira é suspeito de prática de intermediação irregular na venda da Varig e da VarigLog. A notícia sobre os encontros foi publicada nesta terça pelo jornal Folha de S. Paulo.   Veja também: Compadre de Lula nega interferência de Dilma na venda da VarigLog a Volo TJ mantém afastamento de sócios brasileiros da VarigLog Depoimento de Roberto Teixeira sobre caso Varig é adiado Entenda as denúncias contra a venda da Varig  Veja os principais pontos do depoimento de Denise Abreu Leia a reportagem do Estado que revelou o caso Varig    A Secretaria não informou o motivo das conversas do presidente com o empresário, apenas as datas em que ocorreram: 22 de agosto de 2006, 15 de dezembro de 2006, 02 de janeiro de 2007, 16 de fevereiro de 2007, 28 de março de 2007 e 14 de abril de 2008. Todos os encontros, de acordo com essas informações oficiais, foram no gabinete do presidente, no Planalto.   Segundo a Secretaria, os encontros de 15 de dezembro de 2006 e de 28 de março de 2007 foram intermediados pelo então ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. Não houve informação oficial sobre a intermediação nos outros casos. No levantamento divulgado pela Secretaria, não estão incluídos eventuais encontros de Lula e Teixeira em outros locais.   O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, ao ser questionado nesta terça sobre denúncias de irregularidades na venda da empresa e sobre os encontros de Teixeira com Lula, declarou: "É sabido e notório que o Teixeira atuou na venda da Varig, que ele prestou uma assessoria jurídica. Mas é preciso saber se houve irregularidade."   Bernardo, a exemplo do que já declarou o presidente Lula, afirmou que o processo de venda da Varig foi coordenado pelo Poder Judiciário. Na avaliação do ministro do Planejamento, a única denúncia, até o momento, é a de que teria havido, na venda da VarigLog, uma participação de capital estrangeiro maior que a permitida por lei. "Isso precisa ser investigado", declarou.

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