finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Presidente da Argentina classifica hedge funds credores de 'terroristas'

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou os hedge funds que estão processando o país para recuperar o valor integral da dívida inadimplente do país de praticar "terrorismo econômico e financeiro", elevando o tom na longa batalha legal do país com investidores.

REUTERS

24 de setembro de 2014 | 21h37

Falando perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas na quarta-feira, Cristina disse que "os terroristas não são apenas aqueles que lançaram bombas, mas também aqueles que desestabilizam as economias, causando fome, miséria e pobreza".

O comentário aconteceu horas depois que o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, acusou a Alemanha de ter uma "atitude hostil" em relação ao esforço da Argentina para reestruturar sua dívida, citando um anúncio publicitário dos hedge funds que cita uma autoridade alemã criticando a política argentina.

"Os fundos abutres", disse Cristina à Assembleia-Geral "estão praticando um tipo de terrorismo econômico e financeiro".

O dia começou com o anúncio de página inteira, pago pelo grupo Task Force Argentina, baseado na Virginia, nos Estados Unidos, publicado nos jornais locais Clarín e La Nacion. O anúncio citou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, chamando as políticas argentinas de "um exemplo de falta de força."

Capitanich retrucou dizendo que "a Alemanha sempre teve uma atitude hostil em relação à Argentina, a partir de um ponto de vista econômico e financeiro". Ele observou que a Alemanha foi um dos 11 países, incluindo os Estados Unidos, que em 9 de setembro votou contra a proposta da Argentina para que a ONU adote um quadro jurídico multilateral para reestruturações de dívida soberana.

O Task Force faz lobby para os hedge funds na disputa judicial liderada pelos fundos Elliott Management NML Capital Ltd e Aurelius Capital Management.

Os ânimos se exaltaram desde que a Argentina entrou em default, selando a exclusão do país sul-americano dos mercados internacionais de capital em um momento de recessão, queda das reservas internacionais e inflação galopante.

(Por Huge Bronstein)

Tudo o que sabemos sobre:
ARGENTINADIVIDATERRORISMO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.