Presidente da Azul diz que compra da Latam ficou 'muito cara'

Afirmação foi feita após concorrente apresentar plano de recuperação judicial de US$ 8,19 bilhões

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

Diante do plano de recuperação judicial apresentado na sexta-feira, 26, pela Latam, que inclui um aporte de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo, a Azul deverá recuar da tentativa de compra da concorrente. A avaliação da Azul é que ficou muito caro investir na Latam, sobretudo com o cenário de uma quarta onda de covid, que pode paralisar novamente o mercado aéreo internacional, afirmou ao Estadão o presidente da Azul, John Rodgerson.

“Se o mundo girar e tivermos uma oportunidade (para comprar a Latam), vamos olhar. Mas, nessas condições, não faríamos (nova proposta). Ficou muito caro, e a essência da empresa não mudou. Os custos com folha de pagamento, por exemplo, continuam iguais”, disse o executivo. 

Rodgerson afirmou que a Azul apresentou uma proposta para ficar com o controle da concorrente. O plano previa um aporte de cerca de US$ 5 bilhões por parte de alguns credores e era encabeçado pelo Moelis & Company.

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Azul apresentou proposta de US$ 5 bilhões Foto: Daniel Teixeira/Estadão

O executivo, no entanto, diz acreditar que o plano da Latam pode enfrentar entraves na Justiça dos Estados Unidos, onde corre o processo. Isso porque os acionistas da Latam terão preferência na compra de ações e de títulos conversíveis. 

Na manhã deste sábado, 26, porém, o presidente da Latam, Roberto Alvo, afirmou que a proposta dá um “tratamento equitativo para os stakeholders”. “Dá a possibilidade para credores grandes e pequenos participarem via bônus convertidos (em ações)”, acrescentou o executivo. 

O plano da Latam prevê uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta aos acionistas. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar US$ 4,64 bilhões.

O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos.

Atingida em cheio pela pandemia, a Latam foi a empresa que atua no mercado doméstico brasileiro que mais sofreu com a crise. Isso porque tem uma operação internacional maior que suas concorrentes. O grupo pediu recuperação judicial (chapter 11) em Nova York no fim de maio de 2020, a unidade brasileira da companhia aderiu ao pedido 40 dias depois.

De acordo com Roberto Alvo, a expectativa da Latam é deixar a recuperação judicial em meados de 2022. O plano da empresa será avaliado pela Justiça americana em 27 de janeiro. Após isso, a companhia terá um período de exclusividade para negociar a aprovação do plano com credores.

 

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Latam apresenta plano de recuperação que prevê injeção de US$ 8,19 bilhões

Após deixar recuperação judicial, companhia terá dívida de US$ 7,3 bi e liquidez de US$ 2,7 bi

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

A Latam apresentou na sexta-feira, 26, seu plano de recuperação judicial, que inclui a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. Segundo divulgou a empresa, após deixar a recuperação (chapter 11), a Latam terá uma dívida de US$ 7,26 bilhões e uma liquidez de US$ 2,67 bilhões.

A Latam pretende lançar uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da companhia. Foto: Reuters/Nacho Doce Foto:

“A injeção significativa de capital novo em nosso negócio é uma prova de seu apoio (dos acionistas e credores) e confiança em nossas perspectivas de longo prazo”, afirmou, em nota, o presidente do grupo, Roberto Alvo. Ainda de acordo com a companhia, o novo nível de endividamento é “conservador” e a liquidez, “adequada” para esse período de incerteza decorrente da pandemia. A audiência para aprovar os procedimentos de votação deve ocorrer em janeiro em Nova York, onde corre o processo de recuperação. Entre janeiro e fevereiro, a companhia deverá buscar os votos necessários para aprovar seu plano e uma outra audiência para avaliar o plano de execução deve ocorrer em março. Após esse processo, a Latam pretende lançar uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da companhia. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar mais de US$ 4,64 bilhões. O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos. Segundo a companhia, o plano de recuperação judicial é acompanhado por um acordo de apoio à reestruturação firmado com o Grupo Ad Hoc de Credores da Matriz (o maior grupo de credores sem garantia, liderado por Sixth Street, Strategic Value Partners e Sculptor Capital, além dos acionistas Delta Air Lines, Qatar Airways e grupos Cueto e Eblen). 

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Presidente da Latam afirma que proposta de compra apresentada pela Azul era ‘incompleta’

Latam apresentou plano de recuperação judicial e, segundo a companhia, a proposta já teria o apoio de credores para ser aprovada

Luciana Dyniewicz - O Estado de S. Paulo

O presidente do grupo Latam, Roberto Alvo, afirmou na manhã deste sábado, 27, que a companhia chegou a receber uma manifestação de interesse de compra da Azul em meio a seu processo de recuperação judicial, mas que a oferta foi considerada “incompleta” e “insuficiente”. “Descartamos as ideias da Azul. Não era possível atuar sobre essa proposta.O conteúdo dela é confidencial”, afirmou em entrevista coletiva com jornalistas brasileiros.

A Latam apresentou no fim da noite de ontem seu plano de recuperação judicial, que inclui  a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. A proposta será avaliada pela Justiça dos Estados Unidos, onde corre o processo de recuperação, no dia 27 de janeiro. Após isso, a empresa terá um período de exclusividade para negociar a aprovação do plano com credores.

A Azul, porém, vem mantendo conversas nos bastidores com os credores em torno de um plano alternativo, que lhe daria o controle da Latam. A proposta da Azul pode ganhar força, portanto, apenas se o plano da Latam for rejeitado pelos credores.

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Alvo destacou que o plano apresentado já tem o apoio de 71% dos credores sem garantia. Pela lei de recuperação judicial americana (chapter 11), a companhia precisa de 66% deles para aprovar uma proposta.

Após impacto da pandemia, aérea Latam busca recuperação judicial nos Estados Unidos Foto: Felipe Rau/ Estadão

“Esse plano tem tratamento equitativo para os stakeholders. Dá a possibilidade para credores grandes e pequenos participarem via bônus convertidos (em ações). Ele foi consensualmente acordado com credores e, assim, cumpre com o chapter 11”, afirmou o executivo. 

A proposta da Latam prevê uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta aos acionistas da companhia. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar US$ 4,64 bilhões.

O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos.

Alvo não quis comentar se possíveis impactos da nova onda da covid no mercado financeiro podem dificultar o acesso da empresa ao capital. “É muito cedo para entender os impactos da nova cepa. Acho que não é hora de especular sobre isso até que se tenha mais informações.” O executivo, no entanto, frisou que o grupo tem agora uma estrutura de custo variável que lhe ajuda a atravessar novas crises. 

Procurada, a Azul não quis comentar.

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Presidente da Azul diz que compra da Latam ficou 'muito cara'

Afirmação foi feita após concorrente apresentar plano de recuperação judicial de US$ 8,19 bilhões

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

Diante do plano de recuperação judicial apresentado na sexta-feira, 26, pela Latam, que inclui um aporte de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo, a Azul deverá recuar da tentativa de compra da concorrente. A avaliação da Azul é que ficou muito caro investir na Latam, sobretudo com o cenário de uma quarta onda de covid, que pode paralisar novamente o mercado aéreo internacional, afirmou ao Estadão o presidente da Azul, John Rodgerson.

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Latam apresenta plano de recuperação que prevê injeção de US$ 8,19 bilhões

Após deixar recuperação judicial, companhia terá dívida de US$ 7,3 bi e liquidez de US$ 2,7 bi

Luciana Dyniewicz - O Estado de S.Paulo

A Latam apresentou na sexta-feira, 26, seu plano de recuperação judicial, que inclui a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. Segundo divulgou a empresa, após deixar a recuperação (chapter 11), a Latam terá uma dívida de US$ 7,26 bilhões e uma liquidez de US$ 2,67 bilhões.

A Latam pretende lançar uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da companhia. Foto: Reuters/Nacho Doce Foto:

“A injeção significativa de capital novo em nosso negócio é uma prova de seu apoio (dos acionistas e credores) e confiança em nossas perspectivas de longo prazo”, afirmou, em nota, o presidente do grupo, Roberto Alvo. Ainda de acordo com a companhia, o novo nível de endividamento é “conservador” e a liquidez, “adequada” para esse período de incerteza decorrente da pandemia. A audiência para aprovar os procedimentos de votação deve ocorrer em janeiro em Nova York, onde corre o processo de recuperação. Entre janeiro e fevereiro, a companhia deverá buscar os votos necessários para aprovar seu plano e uma outra audiência para avaliar o plano de execução deve ocorrer em março. Após esse processo, a Latam pretende lançar uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta a todos os acionistas da companhia. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar mais de US$ 4,64 bilhões. O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos. Segundo a companhia, o plano de recuperação judicial é acompanhado por um acordo de apoio à reestruturação firmado com o Grupo Ad Hoc de Credores da Matriz (o maior grupo de credores sem garantia, liderado por Sixth Street, Strategic Value Partners e Sculptor Capital, além dos acionistas Delta Air Lines, Qatar Airways e grupos Cueto e Eblen). 

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Presidente da Latam afirma que proposta de compra apresentada pela Azul era ‘incompleta’

Latam apresentou plano de recuperação judicial e, segundo a companhia, a proposta já teria o apoio de credores para ser aprovada

Luciana Dyniewicz - O Estado de S. Paulo

O presidente do grupo Latam, Roberto Alvo, afirmou na manhã deste sábado, 27, que a companhia chegou a receber uma manifestação de interesse de compra da Azul em meio a seu processo de recuperação judicial, mas que a oferta foi considerada “incompleta” e “insuficiente”. “Descartamos as ideias da Azul. Não era possível atuar sobre essa proposta.O conteúdo dela é confidencial”, afirmou em entrevista coletiva com jornalistas brasileiros.

A Latam apresentou no fim da noite de ontem seu plano de recuperação judicial, que inclui  a injeção de US$ 8,19 bilhões (R$ 45,9 bilhões) no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida. A proposta será avaliada pela Justiça dos Estados Unidos, onde corre o processo de recuperação, no dia 27 de janeiro. Após isso, a empresa terá um período de exclusividade para negociar a aprovação do plano com credores.

A Azul, porém, vem mantendo conversas nos bastidores com os credores em torno de um plano alternativo, que lhe daria o controle da Latam. A proposta da Azul pode ganhar força, portanto, apenas se o plano da Latam for rejeitado pelos credores.

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Alvo destacou que o plano apresentado já tem o apoio de 71% dos credores sem garantia. Pela lei de recuperação judicial americana (chapter 11), a companhia precisa de 66% deles para aprovar uma proposta.

Após impacto da pandemia, aérea Latam busca recuperação judicial nos Estados Unidos Foto: Felipe Rau/ Estadão

“Esse plano tem tratamento equitativo para os stakeholders. Dá a possibilidade para credores grandes e pequenos participarem via bônus convertidos (em ações). Ele foi consensualmente acordado com credores e, assim, cumpre com o chapter 11”, afirmou o executivo. 

A proposta da Latam prevê uma oferta de direitos de compra de ações no valor de US$ 800 milhões, que será aberta aos acionistas da companhia. Também serão emitidas três classes de títulos conversíveis, que serão oferecidos preferencialmente aos acionistas do grupo e, posteriormente, a determinados credores. Esses títulos devem somar US$ 4,64 bilhões.

O grupo ainda deverá levantar US$ 500 milhões em uma nova linha de crédito rotativo e aproximadamente US$ 2,25 bilhões em financiamento de dívida por meio de novos recursos, que podem ser um novo empréstimo a prazo ou novos títulos.

Alvo não quis comentar se possíveis impactos da nova onda da covid no mercado financeiro podem dificultar o acesso da empresa ao capital. “É muito cedo para entender os impactos da nova cepa. Acho que não é hora de especular sobre isso até que se tenha mais informações.” O executivo, no entanto, frisou que o grupo tem agora uma estrutura de custo variável que lhe ajuda a atravessar novas crises. 

Procurada, a Azul não quis comentar.

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