Jim Young/AP
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Presidente da Boeing assume erro e diz que levará tempo até reconquistar confiança dos clientes

Dennis Muilenburg reconheceu que a empresa cometeu um erro ao não revelar o sistema de alerta defeituoso do cockpit de seu 737 MAX para reguladores e clientes

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2019 | 03h34

PARIS - O presidente da Boeing disse no último domingo, 16, que a fabricante norte-americana de aviões cometeu um erro ao implementar um sistema defeituoso de aviso de cabine na aeronave 737 MAX e previu que levará tempo para reconstruir a confiança dos clientes na sequência de dois acidentes fatais.

O presidente-executivo da empresa, Dennis Muilenburg, disse que a Boeing falhou na comunicação com os reguladores e clientes, mas defendeu engenharia e design de software que estão no centro das investigações sobre os acidentes que levaram crise à companhia aérea multinacional.

Muilenburg reconheceu que a empresa cometeu um erro ao não revelar o sistema de alerta defeituoso do cockpit de seu 737 MAX para reguladores e clientes, e disse que essa falha tem sido objeto de análise dos reguladores globais.

Sob duras críticas a respeito do projeto do 737 MAX e da forma como a Boeing lidou com a crise, o presidente-executivo disse estar “vendo ao longo do tempo cada vez mais convergência entre os reguladores” sobre quando a aeronave deve retornar ao serviço.

Ele disse esperar que o MAX retorne a operar ainda neste ano e que 90% dos seus clientes participem de sessões de simulação de voo com o software MCAS atualizado, já que a empresa trabalha para garantir um vôo de certificação junto aos reguladores em breve.

A Boeing diz que seguiu procedimentos de engenharia ao projetar o 737 MAX. Questionado sobre como os procedimentos falharam na captura de falhas aparentes no software de controle do MCAS e na arquitetura de sensores, Muilenburg disse: “Claramente, podemos fazer melhorias, e entendemos isso e faremos essas melhorias”./ Reuters

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