Wilton Junior/ Estadão
Pessoas na fila aguardando auxílio emergencial Wilton Junior/ Estadão

Presidente da Caixa promete pagar nova rodada de auxílio emergencial sem filas

Benefício foi recriado por meio de medida provisória, mas o pagamento só começará em abril, ainda sem calendário definido

Emilly Behnke e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 17h16

BRASÍLIA - O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, prometeu nesta quinta-feira, 25, o pagamento da nova rodada de auxílio emergencial sem repetir as longas filas observadas no ano passado, quando a ajuda aos vulneráveis foi implementada pela primeira vez. Segundo ele, “em breve” o presidente Jair Bolsonaro vai anunciar o calendário da próxima fase do auxílio.

A ajuda já foi recriada por meio de medida provisória (MP), com vigência imediata. Mas, apesar do agravamento da doença no Brasil, os pagamentos só começarão em abril.

Guimarães destacou que a bancarização dos beneficiários na primeira rodada vai ajudar na operação da nova rodada. A lei que criou o auxílio permitiu à Caixa criar contas de poupança digital de forma automática para os beneficiários, que puderam pagar contas ou fazer transferências sem precisar se deslocar até uma agência ou lotérica.

A sistemática, por sua vez, também teve problemas, com inúmeras fraudes e instabilidades no aplicativo Caixa Tem, que dá acesso à poupança digital.

Segundo o presidente da Caixa, cerca de 20 milhões de pessoas dos 45 milhões de beneficiários não precisarão ir às agências do banco para sacar o dinheiro. “Nós faremos novamente (pagamento do auxílio) em breve e sem ter um volume grande de filas", disse em cerimônia sobre ações da Caixa realizada no Palácio do Planalto.

Para Guimarães, ajuda nesse sentido o fato de o banco ter aberto recentemente 76 agências e anunciado a contratação de 7.704 colaboradores.

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Caixa anuncia linha de crédito de R$ 3 bilhões para Santas Casas com juros mais baixos

Segundo o presidente do banco, Pedro Guimarães, mudança vai permitir à Caixa aumentar o volume dos empréstimos à instituições, que também terão uma carência paro pagamento das parcelas

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2021 | 17h25

BRASÍLIA - A Caixa anunciou uma linha de crédito de R$ 3 bilhões para empréstimos às Santas Casas e hospitais filantrópicos. Os financiamentos terão condições diferenciadas, com juros mais baixos e carência no pagamento das parcelas.

As medidas já haviam sido divulgadas na semana passada, mas nesta quinta-feira, 25, o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma cerimônia no Palácio do Planalto para divulgar a iniciativa. O evento contou com a presença de ministros e do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A nova linha de crédito terá juros 42% menores do que o cobrado anteriormente. As taxas começam em 0,29% ao mês mais CDI. O custo total ficará em torno de 6,3% ao ano. O prazo será de até 120 meses (maior que nos contratos atuais, que financiam em até 84 meses), com carência de seis meses até o início das cobranças.

Segundo Guimarães, a mudança nas condições é fundamental para reduzir os juros às Santas Casas e vai permitir à Caixa elevar o volume dos empréstimos às instituições. Hoje, o banco tem em sua carteira R$ 3,4 bilhões emprestados a 286 Santas Casas. “Queremos emprestar a pelo menos mil Santas Casas a mais”, disse o presidente da Caixa.

Para as instituições que já têm empréstimos no banco, a Caixa vai fazer uma pausa na cobrança das parcelas por um período de 180 dias. Nesse intervalo, não será necessário pagar juros nem o principal do débito.

Guimarães disse que a proposta de uma nova linha de crédito para as Santas Casas partiu de uma conversa com Bolsonaro. Mas ele ressaltou que a decisão foi “matemática”. “A Caixa vai ganhar dinheiro com essa linha”, disse. “Neste governo, a Caixa nunca ganhou tanto dinheiro nem reduziu tanto os juros”, acrescentou.

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