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Presidente da Caixa Seguridade, João Eduardo Dacache, é cotado para comandar o Banco do Brasil

Nome tem apoio do ministro Paulo Guedes e dos presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco Central, Roberto Campos Neto

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

03 de março de 2021 | 17h05

O presidente da Caixa Seguridade, João Eduardo de Assis Pacheco Dacache, está entre os nomes cotados para presidir o Banco do Brasil, substituindo o atual ocupante do posto, André Brandão, apurou o Estadão/Broadcast. A expectativa, de acordo com fontes, é de que o martelo quanto ao novo responsável pelo cargo seja batido ainda nesta semana.

O nome de Dacache já foi aprovado em partes e tem crivo do Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal; Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, ainda falta a sanção do presidente Jair Bolsonaro, que é quem indica o presidente do BB.

Por conta disso, ainda não teria sido feito um convite oficial ao presidente da Caixa Seguridade, conforme fontes. No entanto, a expectativa é de que o executivo aceite, caso seu nome agrade Bolsonaro, dizem as mesmas fontes.

O avanço do nome de Dacache sinaliza o fortalecimento do presidente da Caixa no governo Bolsonaro, ao mesmo tempo que um menor poder de fogo de Paulo Guedes. O ministro da Economia vinha tentando trazer um nome de fora do universo de Brasília, seguindo sua agenda liberal. Dentre os cotados, cogitou o do ex-Itaú Unibanco Márcio Schettini.

Currículo

Com mais de três décadas de mercado financeiro, Dacache tem abraçado diferentes missões no governo Bolsonaro. Foi vice-presidente de Atacado da Caixa, na gestão de Pedro Guimarães, onde criou tal estrutura no banco. Na sequência, foi escalado para um cargo de presidente, comandando a Caixa Seguridade, holding de seguros do banco e que está prestes a se listar na bolsa.

Além disso, o executivo tem passagens pela iniciativa privada, em nomes como o do Santander Brasil e o banco Safra. Acumula, assim, experiência tanto do lado do varejo bem como do atacado bancário.

O futuro presidente do BB assumirá o posto após somente cinco meses de Brandão ter sentado na cadeira. Desgastes com Bolsonaro levaram o executivo, vindo do HSBC, a decidir abandonar o cargo. Pesou, sobretudo, o plano anunciado por Brandão em janeiro último, com o fechamento de 112 agências e o desligamento de 5 mil funcionários, que irritou Bolsonaro e levou à fritura do executivo.

Procurado, o BB não comentou.

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