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Presidente da Câmara diz que não deverá ser necessário quebrar a regra de ouro em 2019

Rodrigo Maia (DEM-RJ) condicionou previsão ao crescimento do PIB, avanço da economia e aprovação da reforma da Previdência

Ricardo Leopoldo, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2018 | 18h40

NOVA YORK - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não deverá ser quebrada a chamada regra de ouro em 2019, lei que não permite que o governo emita dívida para financiar despesas correntes. Ele ponderou que tal fato poderá ocorrer com "crescimento de 3% em 2018", ritmo de alta que poderá ser mantido em 2019, mais a reforma da Previdência social neste ano e redução de despesas oficiais.

Maia fez o comentário após ser perguntado pelo Estadão/Broadcast sobre sua avaliação em relação à advertência feita pela Moody's nesta segunda-feira, 15, na qual pondera que se a regra de ouro for quebrada em 2019 poderá ser negativo para as condições de crédito soberano do Brasil.

O presidente da Câmara Federal ponderou também que o déficit primário deve chegar neste ano a R$ 110 bilhões, número "menor que o esperado", dado que é inferior à meta de R$ 159 bilhões prevista pelo governo.

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Rodrigo Maia ressaltou que é possível a aprovação da reforma da Previdência neste ano com a união de políticos, incluindo governadores, para que tal mudança estrutural seja aprovada pelo Congresso. "Mas é preciso do comando do governo", pontuou, ressaltando que sua base política deve ter entre "260 a 270" deputados, mas precisa ter o apoio de 330 parlamentares, para que a reforma tenha o aval de 308 votos na Câmara.

De acordo com Rodrigo Maia, o Brasil tem boas perspectivas econômicas em 2018 e 2019, sobretudo com a aprovação da reforma da Previdência Social, e disse que com a recuperação da economia em bom nível de expansão, o País poderá ter problemas de energia.

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Segundo o presidente da Câmara, há um potencial positivo das contas públicas na redução das despesas, sobretudo com uma avaliação "na ponta do lápis" dos "R$ 285 bilhões" dedicados a incentivos fiscais por ano. Mas ele ressaltou que não quer mexer nos recursos enviados à Zona Franca de Manaus, pois vem gerando bons resultados.

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