Paulo Whitaker/Reuters 12/2/2015
Paulo Whitaker/Reuters 12/2/2015

Presidente da Caoa condiciona aumento de investimento à aprovação da reforma da Previdência

Depois de reunião com o ministro Paulo Guedes, Carlos Alberto de Oliveira Andrade reafirmou nesta segunda-feira o interesse em adquirir a fábrica na Ford no ABC Paulista

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2019 | 11h42

BRASÍLIA - O presidente da Caoa Chery, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, reafirmou nesta segunda-feira, 13, o desejo da empresa em adquirir a fábrica da Ford no ABC Paulista, mas condicionou o aumento de investimentos do grupo no País à aprovação da reforma da Previdência.

Após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o empresário disse não esperar nenhum tipo de ajuda ou incentivo do governo federal e garantiu que a Caoa não fechará sua fábrica em Anápolis (GO), apesar do provável aumento de impostos pelo governo estadual. 

"Continuamos negociando a compra da fábrica da Ford em São Paulo. Existe grande possibilidade disso isso acontecer e a Ford voltar a funcionar absorvendo todos os funcionários que lá estão. Mas isso depende da negociação com os sócios chineses, com o sindicato dos trabalhadores e com os fornecedores da fábrica", disse Andrade. "Só queremos que o governo resolva a Previdência e a crise fiscal para voltarmos a investir."

Perguntado pelos jornalistas sobre o possível aumento do ICMS em Goiás devido à crise financeira do Estado, Andrade considerou que o governador Ronaldo Caiado precisa mesmo tomar todas as medidas necessárias para equalizar as finanças estaduais. "Não consideramos deixar Goiás. A fábrica em Anápolis é sólida e tem um investimento monstruoso. O governador Caiado é um homem íntegro e com certeza encontraremos uma solução", respondeu o empresário, lembrando que a Caoa Chery há pouco começou a fabricar dois novos modelos de veículos na planta goiana. 

O presidente da montadora ratificou as intenções do grupo em continuar expandindo os investimentos no Brasil e disse não estar preocupado com a intenção do governo federal em reduzir desonerações e benefícios tributários para a indústria. "O empresário que estiver pensando que vai receber ajuda do governo está perdendo tempo. Nunca recebemos benefícios do BNDES e de nenhum governo. O nosso investimento continuará crescendo independentemente do governo", concluiu. 

Originalmente, a visita do empresário ao ministro Guedes seria feita com a presença do governador de São Paulo, João Doria, e o secretário de Fazenda do Estado, o ex-ministro Henrique Meirelles. Mas Doria está em um compromisso nesta segunda em Nova York.

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