Presidente da Cisco é solto e retomará cargo na empresa

Pedro Ripper e outros dos executivos da multinacional, presos na Operação Persona, são liberados

21 de outubro de 2007 | 22h31

O presidente da Cisco, Pedro Ripper, e mais dois executivos da empresa foram liberados neste domingo, 21, após terem sido presos durante a Operação Persona, da Polícia Federal. Segundo comunicado da Cisco, nenhuma acusação formal foi feita contra os três, que retomarão seus cargos no grupo.  A operação da PF deflagrou um esquema de fraudes em comércio exterior montado em São Paulo, com ramificações no Rio de Janeiro e Bahia. Comandado pela multinacional americana e sua subsidiária no Brasil, o esquema teria causado um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em sonegação de impostos em cinco anos.  Na última sexta-feira, o juiz Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decidiu soltar 34 dos 40 presos.  A decisão do juiz não atendeu o que os advogados queriam - a revogação de todas as prisões -, mas também não concedeu tudo o que a Polícia federal e o Ministério Público Federal haviam requerido. No meio da tarde de sexta-feira, a PF pedira a prorrogação à Justiça Federal das prisões temporárias de 15 doas 41 acusados com prisão decretada. Os procuradores da República Priscila Schreiner e Marcos José Gomes Correia se haviam manifestado a favor do pedido da PF. O juiz fez questão de deixar claro que a decisão de libertar os acusados não é um prejulgamento do caso. Apenas ele não via mais necessidade para que os acusados permanecessem presos, pois as buscas já haviam sido realizadas e os interrogatórios realizados pela PF. Além das prisões em território nacional, o governo pediu a colaboração das autoridades policiais norte-americanas para prender nos Estados Unidos cinco envolvidos no esquema. Segundo a delegada da Polícia Federal, Érika Tatiana Nogueira, esses cinco envolvidos são empresários brasileiros que articulam o esquema nos Estados Unidos.  O pedido de prisão dos empresários já foi feito à polícia dos Estados Unidos. A Polícia Federal não divulgou o nome dos envolvidos, alegando que o processo de investigação corre em sigilo.

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