Presidente da CVM nega denúncias sobre Opportunity

O presidente da CVM, Luiz Leonardo Cantidiano, negou as acusações de que teria sido advogado do Opportunity no inquérito que apura a aplicação de recursos por brasileiros no Opportunity Found, um fundo criado para que investidores estrangeiros aplicassem no Brasil. Ele classificou como "sordidez" e "deslealdade" as acusações de que seria advogado para o Opportunity nesse caso. A denúncia deixava implícito o fato de que o atual presidente da CVM não teria a imparcialidade necessária para julgar o caso."É a maior inverdade que pode existir. O caso está na Comissão de Inquérito, não veio para o colegiado. Está seguindo o ritmo normal", afirmou Cantidiano. Ele disse também que todas as vezes em que recebeu documentos sobre o inquérito, já como presidente da CVM, seguiu todo o trâmite normal da instituição. Cantidiano recebeu uma lista do procurador da República, Luiz Francisco de Souza, com nomes e endereços de brasileiros que teriam aplicado irregularmente no fundo. No dia seguinte do recebimento da lista, Cantidiano disse ter encaminhado a lista à Comissão de Inquérito, que segundo ele "tem feito todas as investigações necessárias".O presidente da CVM afirmou ter recebido um e-mail anônimo de investidores que supostamente teriam perdido dinheiro no fundo. Eles informavam sobre supostas operações irregulares do Opportunity Found. O e-mail também foi impresso e anexado ao processo, disse ele. Cantidiano anunciou que já contratou advogados para processar os responsáveis pela divulgação de notícias veiculadas nas duas útlimas semanas, que o acusam de ser inapto ao exercício do cargo, visto que não se declarou impedido de julgar questões que envolvam o Opportunity Found. O presidente da CVM está processando o jornalista Paulo Henrique Amorim e um colunista do site Teletime.

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