Wilton Junior|Estadão
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Presidente da Eletrobrás diz que venda de distribuidoras só deve começar em 2017

Semana passada, a estatal decidiu não renovar concessões de distribuidoras do Norte e Nordeste alegando que as companhias não têm valor de mercado

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2016 | 15h31

BRASÍLIA - O presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Junior, disse que a venda das seis distribuidoras da companhia deve começar apenas no segundo trimestre do ano que vem. Ferreira Jr. ressaltou que o prazo dado pela companhia para privatizar essas empresas se encerra apenas em dezembro de 2017. "Não existe nada definido com cronograma, e acredito que esse processo seja relativamente complexo", afirmou. Ferreira Jr. acaba de tomar posse em uma cerimônia no Ministério de Minas e Energia

Na semana passada, a estatal decidiu não renovar as concessões que detém na distribuição nos Estados do Piauí, Alagoas, Acre, Rondônia, Amazonas e na cidade de Boa Vista (Roraima). Juntas, elas deram um prejuízo de R$ 5 bilhões no ano passado.

Consultorias avaliam que essas companhias não têm valor de mercado. A Eletrobrás, no entanto, deve encomendar uma nova avaliação sobre o valor dessas empresas. Se fossem vendidas imediatamente, elas teriam apenas valor simbólico, reconheceu o executivo.

"As maiores dificuldades das distribuidoras sempre foram financeiras. Com a garantia de recursos para operá-las com equilíbrio econômico-financeiro, elas vão continuar a avançar e não tenho dúvida de que elas vão melhorar", afirmou. De acordo com Ferreira Jr., a privatização dessas empresas será benéfica para o consumidor. "Os agentes privados têm melhores condições de fazer essa operação." O presidente da Eletrobrás  reforçou que a companhia não pode continuar a registrar prejuízos, situação que ocorre há quatro anos e que, segundo ele, já acumula R$ 35 bilhões.

O executivo defendeu que a empresa tenha foco em seus negócios e comemorou a decisão do governo de retirar a gestão dos fundos setoriais das mãos da companhia. Ele disse que a empresa ainda espera pelo arquivamento do formulário 20-F dos anos de 2014 e 2015 na Bolsa de Nova York. 

Investigações. Ferreira Jr., disse há pouco que a empresa deve concluir em agosto as investigações a respeito dos desvios e fraudes relacionados à Operação Lava Jato. Os trabalhos são conduzidos por uma comissão independente da própria companhia e pelo escritório de advocacia Hogan Lovells. "É um trabalho muito abrangente e minha expectativa é concluir até agosto esses trabalhos", afirmou.

Ferreira Jr. disse que a expectativa da empresa é fazer a defesa e evitar que a companhia sofra deslistagem na Bolsa de Nova York até 11 de outubro. "A partir de 13 de outubro, queremos ter condições de operar nossas ações novamente", afirmou.

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