Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Presidente da Eletrobrás está otimista com privatização em 2018

O executivo salientou que dentre os desafios que não estarão no PL é como será feita a cisão da empresa, retirando as atividades que seguirão estatais, como a Eletronuclear e a gestão de Itaipu

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2017 | 14h45

O presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Junior, reiterou nesta terça-feira, 28, seu otimismo para com a conclusão do processo de privatização da estatal de energia nos prazos já divulgados, com a realização de uma oferta pública de ações no segundo semestre do ano que vem, apesar do atraso no encaminhamento de um projeto de lei (PL) que tratará sobre o assunto para o Congresso Nacional. "Vai entrar agora", disse o executivo, salientando que o texto foi encaminhado à Casa Civil na semana passada.

Ele lembrou que, tendo em vista o compromisso para que a o projeto de lei siga na Câmara em regime de urgência, e que ainda restam sessões por mais duas a três semanas, seria possível obter uma aprovação na casa ainda este ano, conforme previsto.

"O PL no conceito básico é relativamente simples, a parte complexa é como torna o PL um movimento que vai culminar no aumento de capital, que também é simples", disse.

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O executivo salientou que dentre os desafios que não estarão no PL é como será feita a cisão da empresa, retirando as atividades que seguirão estatais, como a Eletronuclear e a gestão de Itaipu. "O PL não vai resolver, o que vai resolver é a modelagem que vier a ser feita", disse.

Além disso, ele lembrou que serão feitas atividades paralelas, como a discussão da modelagem de privatização e outras providências de cisão e governança que deverão ser tomadas, a discussão no Congresso do novo modelo do setor, e ainda a oferta de capital.

"(O plano) sempre foi o primeiro semestre como uma preparação da companhia para uma emissão no segundo semestre e acho que essas coisas estão dentro do cronograma", disse.

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Eleições. Questionado sobre o possível impacto, para a privatização, do fato de que alguns dos principais candidatos na corrida presidencial de 2018 terem indicado ser contra a operação e terem apontado até que desfariam a operação, Ferreira Junior salientou que a privatização não ocorre por motivo político, mas para "salvar a companhia".

"A privatização da companhia está sendo feita para salvar a companhia de que destruiu, o compromisso é na direção de salvar a entidade nacional de 55 anos e permitir retomar a relevância que ela sempre teve e que lamentavelmente nos últimos anos perdeu muito", disse. 

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