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Presidente da Fiat nega oferta pela GM no Brasil

Belini, da filial brasileira da italiana, classificou como ''especulação'' informação sobre união com concorrente

Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

O presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, disse ontem desconhecer o possível interesse da matriz da empresa nas operações da General Motors na América Latina. Segundo especulações do mercado que estão sendo divulgadas nas últimas semanas, o presidente da montadora na Itália, Sergio Marchionne, estaria interessado em negociar unidades da GM na América Latina e na África, além da Opel, o braço europeu da companhia americana."O Marchionne falou de uma associação com a Opel", afirmou Belini. "O resto é especulação". Uma importante fonte da GM, porém, afirmou ao Estado que a Fiat fez uma proposta pelas operações da empresa na região, o que teria surpreendido até mesmo os executivos da GM nos Estados Unidos.De acordo com Belini, a parceria com a Chrysler, na qual a Fiat terá inicialmente 20% das ações, "é uma operação concreta; com a Opel há um interesse, mas não há nada de concreto e nunca se cogitou nada na América do Sul ou Latina."Ao ser questionado sobre o tema ontem, em entrevista em Detroit, o presidente mundial da GM, Fritz Henderson, deixou dúvidas. "Nossos negócios na América Latina têm contribuído solidamente nos últimos anos, é um negócio que conhecemos bem, que opera bem e gera ótimos resultados", disse. "Esse é um negócio que conhecemos e gostamos muito, e não vou comentar muito sobre sua parte nas negociações."Apesar de significativa redução, a divisão da GM que inclui América Latina, África e Oriente Médio, chamada de Laam, foi a única que não fechou o primeiro trimestre com prejuízo. O lucro foi de US$ 42 milhões ante US$ 517 milhões em igual período de 2008. O Brasil responde por 40% das vendas do grupo.Belini afirmou que a Fiat, líder no Brasil no mercado de carros e comerciais leves, tem grande tradição em parcerias e citou, como exemplos, a produção conjunta na fábrica de Sete Lagoas (MG) dos comerciais leves Ducato e Jumper e Boxer, da PSA Peugeot Citroën, assim como a parceria na Polônia numa fábrica que produz o Fiat 500, o Panda e o Ford Ka.Já a parceria com a Chrysler deverá resultar, no Brasil, em uma sinergia em logística e transporte nas importações e na distribuição de veículos de ambas as marcas, pois o grupo americano não tem fábricas no País. Belini participou ontem em São Paulo de seminário sobre o setor automobilístico organizado pela publicação especializada Autodata.COM EFE

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