Presidente da Fiesp critica aumento do compulsório

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horacio Lafer Piva, criticou o aumento de 5% das alíquotas dos depósitos compulsórios à vista, a prazo e de poupança, anunciado hoje pelo Banco Central. "As medidas são muito duras, vão fazer com que haja ainda mais enxugamento de recursos em um momento em que tínhamos esperança de tê-los para um último trimestre razoável dentro de um ano que foi muito complicado", afirmou Piva. Para ele, o Banco Central poderia tomar outras medidas para conter alta do dólar. "Poderia continuar intervindo um pouco mais nos mercados com os seus recursos, ao invés de lançar mão de uma medida que pode significar mais arrocho", disse.De acordo com ele, a menor liquidez no sistema financeiro reflete-se de imediato na indústria. "Estamos agora exatamente financiando a produção de fim de ano", lembrou. Na opinião dele, o mercado financeiro hoje já é muito avesso a riscos. "É uma medida prática que enxuga mais o mercado, é falta de capital de giro para quem está produzindo no final do ano".O presidente da Fiesp disse ainda não saber se as medidas serão suficientes para conter a especulação. Lafer Piva teve encontro com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, na sede do BNDES, na zona Sul de São Paulo. Os dois conversaram sobre as questões do Porto de Santos e também sobre um melhor entrosamento do empresariado com o governo na discussão da integração do Brasil em blocos econômicos, como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).Antes da reunião com o presidente da Fiesp, o ministro Sérgio Amaral recebera representantes da Câmara Americana de Comércio (Amcham), que lhe entregaram um documento solicitando o comprometimento do governo na solução da greve dos auditores fiscais. Segundo Michael Canon, do conselho da Amcham e presidente da DHL, Sérgio Amaral se comprometeu a conversar com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, na tentativa de solucionar os problemas.

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