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Presidente da Fiesp defende flexibilização do Mercosul

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, declarou nesta manhã que o Brasil deverá "ficar mais solto" em relação ao Mercosul, para negociar individualmente acordos de livre comércio com outros países. Na sede do Tribunal de Contas da União (TCU), onde participa do seminário "Política do Comércio Exterior Brasileiro", Skaf afirmou à imprensa que essa possibilidade foi aberta por uma proposta de flexibilização apresentada pelo Uruguai e chegou a argumentar que essa idéia não romperia o compromisso de união aduaneira do bloco. "Não será o estouro da boiada". Para o presidente da Fiesp, a Rodada Doha concentra a atenção, neste momento, das estruturas de negociação do Brasil e de quase todos os países. Mas ele ponderou que, se a Rodada demorar ainda mais para ser concluída, o próximo passo terá de ser adiantado - a retomada das negociações comerciais. Nesse caso, a "flexibilização" da união aduaneira poderá evitar que o Brasil perca oportunidades de concluir acordos bilaterais por conta de resistências de seus parceiros do Mercosul. DohaSkaf declarou ainda que a Fiesp "não aceita" nenhuma proposta de corte de tarifas industriais, no contexto da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), inferior ao Coeficiente 30 da Fórmula Suíça. A posição foi expressa a apenas uma semana da retomada das negociações da Rodada Doha, que foram suspensas em agosto por conta das férias européias. Segundo Skaf, o Brasil não deve ceder em nada sem antes obter concretos ganhos em relação aos cortes dos subsídios domésticos concedidos pelos Estados Unidos a seus agricultores e à abertura do mercado agrícola da União Européia. "O Brasil não admitiu um Coeficiente 23. A Fiesp só aceita o Coeficiente 30", declarou. O Coeficiente 30 significaria a queda da tarifa de importação máxima aplicada pelo Brasil de 35% para 16,15%. O Coeficiente 23 derrubaria um pouco mais esse porcentual, para 13,9%, e é equivalente à redução proposta pelo presidente do comitê de negociações de produtos industriais e serviços da OMC, Don Stephenson, que atualmente é a base para essa discussão.

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